Tucano em momento de lucidez diz que a Folha é “mentirosa” e Folha em seu momento de lucidez mostra dados do desgoverno de Serra em São Paulo.
O editor especial do caderno de política da Folha de S. Paulo, José Serra, ao ser perguntado sobre o rumo de sua campanha na reta final das eleições, em vez de responder a questão, questionou a edição de domingo do jornal por ter colocado dados reais e negativos sobre São Paulo, resultado do desgoverno. Poxa, Folha, tem que respeitar o editor!
Serra diz que 700 páginas do relatório do TCE-SP são irrelevantes… Olha só. E depois defendeu a liberdade de imprensa. Não dá pra saber o que é pior, a incoerência tucana ou o peleguismo da Folha que ainda sim defende o vampiro.
Leia na sequência a matéria de Breno Costa e Matheus Magenta, enviados da Folha em Salvador.
Ao ser questionado pela Folha sobre qual deveria ser sua estratégia para os últimos dias da campanha, o candidato José Serra (PSDB), em vez de responder a pergunta, criticou reportagem com dados negativos sobre sua gestão no governo de São Paulo, publicada pelo jornal no domingo.
Após receber o título de cidadão soteropolitano na Câmara Municipal de Salvador, Serra concedeu rápida entrevista coletiva, na qual não comentou as pesquisas.
A Folha fez a seguinte questão a Serra: “Candidato, nesses últimos dias de campanha, qual deve ser a [sua] estratégia?”.
O tucano respondeu: “Certamente não é perder tempo com matéria mentirosa como a que você fez”.
Serra referia-se à reportagem que mostrou ressalvas feitas por técnicos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo no ano de 2009, quando ele era governador.
As objeções técnicas do TCE-SP, que aprovou suas contas, referiam-se a ações que, hoje, fazem parte da lista de promessas do tucano.
O candidato não enviou carta para o jornal questionando o teor do texto. Junto da reportagem, no domingo, a Folha publicou a posição de Serra.
Em nota, a campanha do tucano afirmou que os trechos levantados pela reportagem em relatório de mais de 700 páginas do TCE-SP eram “irrelevantes” e acusou a Folha de “desinformar” o leitor e de “apostar na máxima petista de pregar que todos são iguais e cometem os mesmos equívocos na ação governamental”.
Antes de criticar a Folha, Serra defendeu a liberdade de imprensa em discurso na Câmara. Citou o poeta baiano Gregório de Matos (1623-1696), que, se estivesse vivo, segundo ele, “talvez alguns dos censores que andam por aí tentassem calá-lo”.

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