quinta-feira, outubro 28, 2010

Ventilador de teto tucano


Esta piada está circulando com força na internet.
Foi parar nos principais blogs de política do país.
Eu, que não sou de ferro, também a reproduzo abaixo:
Um cidadão morreu e foi para o céu.
Enquanto estava em frente a São Pedro nos Portões Celestiais,
viu uma enorme parede com relógios atrás dele.

Ele perguntou: – O que são todos aqueles relógios?

São Pedro respondeu: – São Relógios da Mentira. Todo mundo na Terra tem um Relógio da Mentira.

Cada vez que Você mente, os ponteiros de seu relógio movem-se.

- Oh!! – exclamou o cidadão – De quem é aquele relógio ali?

- É o de Madre Teresa. Os ponteiros nunca se moveram, indicando que ela nunca mentiu.

- E aquele, é de quem?

- É o de Abraham Lincoln. Os ponteiros só se moveram duas vezes, indicando que ele só mentiu duas vezes em toda a sua vida.

- E o Relógio do Serra, também está aqui?

- Ah! O do Serra está na minha sala.

- Ué – espantou-se o cidadão, – por quê?

E São Pedro, rindo, respondeu:

- Estou usando como ventilador de teto.

José Serra e a liberdade de expressão.

Reproduzo levantamento feito pelo jornalista Antônio Biondi:

José Serra não lida bem com perguntas que questionem seus pontos de vista. Coloca-se como um defensor da liberdade de imprensa, mas desrespeita jornalistas que publiquem matérias desfavoráveis a seus interesses.

Em 27 de setembro de 2010, Marina Silva deu declarações que ajudam a entender o padrão de comportamento do presidenciável com a imprensa: “Tenho ouvido reclamações nos últimos dias que o ex-governador José Serra tem ficado nervoso quando fazem perguntas que ele não gosta. Ouço também relatos de que há uma tentativa de intimidação dele aos jornalistas. Existem duas formas de tentar intimidar a imprensa. Uma é aquela que vem a público e coloca de forma infeliz uma série de críticas. Outra é aquela que, de forma velada, tenta agredir jornalistas, pedir cabeça de jornalista, o que dá na mesma coisa, porque o respeito pela democracia e pela liberdade de imprensa é permitir que a informação circule. Serra constrange e tenta intimidar jornalistas” (Fonte: IG).

Se você é jornalista e trabalha em uma redação, já deve ter ouvido alguma história sobre telefonemas que ele teria dado a donos e diretores pedindo a demissão de repórteres “irresponsáveis”. Decidimos reunir apenas episódios concretos, públicos e comprováveis, para que o eleitor tenha ferramentas para ajustar sua percepção à realidade.

13 de outubro de 2010

Vítima: Valor Econômico (repórter Sérgio Bueno)

O repórter Sérgio Bueno fez pergunta sobre Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. E ouviu do candidato: “Seu jornal faz manchete para o PT colocar no horário eleitoral. Eu sei que, no caso, vocês não têm interesse na Casa Civil, naquilo que foi desviado. Seu jornal, pelo menos, não tem. Agora, no nosso caso, nós temos.” Horas depois, a diretora de redação do Valor, Vera Brandimarte, ensinou: “O jornalista [Sérgio Bueno] só estava fazendo o trabalho dele, que é perguntar. Todos os candidatos devem estar dispostos a responder questões, mesmo sobre temas que não lhes agradem”.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1410201008.htm

28 de setembro de 2010

Vítima: Folha de S.Paulo (repórter Breno Costa)

Em Salvador, diálogo entre o repórter Breno Costa, da Folha, e o candidato do PSDB. “Candidato, nesses últimos dias de campanha, qual deve ser a [sua] estratégia?”. Resposta de Serra: “Certamente não é perder tempo com matéria mentirosa como a que você fez”. Sobre a matéria, explicação da Folha: “Serra referia-se à reportagem que mostrou ressalvas feitas por técnicos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo no ano de 2009, quando ele era governador. As objeções técnicas do TCE-SP, que aprovou suas contas, referiam-se a ações que, hoje, fazem parte da lista de promessas do tucano”.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2909201010.htm

15 de setembro de 2010

Vítima: CNT/Gazeta (entrevistadores Márcia Peltier e Alon Feurwerker)

Serra irritou-se durante gravação e ameaçou deixar o programa “Jogo do Poder”, da CNT, comandado por Márcia Peltier e Alon Feurwerker. Ele não gostou de perguntas feitas e depois de dizer que estavam “perdendo tempo” com aqueles assuntos, passou a discutir com Márcia. Disse que, em vez de tratarem do programa de governo, estavam repetindo “os argumentos do PT”. Em seguida, levantou-se para deixar o estúdio. “Não vou dar essa entrevista, você me desculpa. Faz de conta que não vim”, disse Serra, reclamando que a entrevista não era um “troço sério”. Logo depois, pediu que os equipamentos fossem desligados e disparou: “Isso aqui está um programa montado.” A apresentadora negou com firmeza a acusação e teve uma conversa reservada com Serra. Só então o candidato aceitou voltar ao estúdio.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1609201022.htm

7 de agosto de 2010

Vítima: TV Cultura – Gabriel Priolli

No final da tarde, Fernando Vieira de Mello, vice-presidente de conteúdo, chamou Priolli à sua sala para comunicá-lo de seu afastamento da direção de jornalismo da emissora. O episódio aconteceu apenas 5 dias depois de Priolli assumir o cargo. Ele havia encomendado uma reportagem sobre pedágios. A Folha escreveu sobre o episódio: “Nos corredores da emissora e na blogosfera, circula a informação de que, por trás da saída de Priolli, está uma reportagem sobre problemas e aumento nos pedágios. A reportagem teria sido “derrubada” – jargão para o que não é veiculado – por Mello. “A reportagem não foi ao ar na quarta-feira por uma razão simples: não estava pronta”, diz Mello. “Eram ouvidos só [Geraldo] Alckmin e [Aloísio] Mercadante. Em período eleitoral, somos obrigados a ouvir todos os candidatos. Foi isso que fizemos”, acrescenta. Dias antes, outra dança de cadeiras originou rumores sobre a influência do governo estadual sobre a TV. Segundo estes, Heródoto Barbeiro teria sido substituído por Marília Gabriela no Roda Viva por ter feito uma pergunta incômoda a Serra.

Escreveu o Observatório da Imprensa: “Explicações complicadas terão que ser dadas pelo candidato à presidência José Serra – acusado de ter pedido a cabeça dos jornalistas”

Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=597IPB010

23 de agosto de 2010

Vítima: TV Brasil

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, se irritou com uma pergunta de uma jornalista da TV Brasil, emissora estatal, sobre o fato de a propaganda na TV completar uma semana hoje e a expectativa
do tucano de conseguir reagir nas pesquisas. “Pergunta lá pro seu pessoal na TV Brasil. Eles têm uma opinião”, disse Serra.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/787723-serra-se-irrita-com-pergunta-de-jornalista-da-tv-brasil.shtml

Julho de 2010

Vítima: Rádio Mirante AM, do Maranhão – repórter Mário Carvalho

Serra irritou-se quando foi perguntado sobre o que faria para diminuir sua rejeição no Nordeste. Respondeu: “Onde você viu essa informação? Você está fazendo campanha para Dilma”. “No Ibope e no Datafolha”, disse Carvalho. “De qual emissora você é?” “Da Mirante AM”. “Não é rádio do Sarney? Eu não sei aonde você viu isso. Vamos fazer uma coisa, você quer fazer propaganda pra Dilma? Eu acho legítimo que sua rádio e você faça campanha para Dilma. Não tenho nada a me opor. Agora não venha falar mentira. Tudo bem, faz a campanha direto”, disse, gritando, Serra.

16 de julho

Vítima: TV Globo – Fábio Turci

O repórter Fábio Turci dirige a Serra uma pergunta sobre juros. O perguntado não esconde sua irritação, e indaga com a devida veemência: “De onde você é?” Turci esclarece ser da Globo. E Serra, de pronto: “Ah, então desculpe”.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/politica/pesos-e-medidas

22 de junho de 2010

Vítima: TV Cultura – Mediador Heródoto Barbeiro

“Como o estado poderia prestar serviço não cobrando pedágios tão caros como são cobrados no estado de São Paulo? A gente viaja por aí e as pessoas reclamam que para ir de uma localidade à outra custa R$ 8,80″, questionou o jornalista. “Você tá transmitindo o que o PT vive dizendo”, acusou. O candidato explicou que o modelo de privatização de rodovias de São Paulo passou por mudanças em seu governo. “Nós mudamos o modelo de concessões e os pedágios baixaram em relação aos elementos anteriores”. Ao final da discussão, Serra classificou as indagações do jornalista de “trololó petista” e condenou Barbeiro por não apresentar resultados do governo tucano em São Paulo. “Essas perguntas têm sempre de vir acompanhadas de resultados”, exigiu o tucano. Logo depois, Barbero deixou a bancada do programa, dando lugar a Marília Gabriela.

Assista ao bate-boca: http://www.cafenapolitica.com/wordpress/?p=1751

29 de maio de 2009

Vítima: Estadão – repórter Sandro Villar

Escreveu o Estadão: “A entrevista coletiva foi tumultuada. A segurança reprimiu os jornalistas com certa dose de truculência. O governador fugiu das perguntas políticas. Ao ser perguntado pelo repórter do Estado se faria dobradinha com Aécio Neves na eleição para a presidência, Serra se irritou. “Pensei que você veio para perguntar sobre o hospital”, respondeu (em referência a uma pauta publicada). Um segurança agarrou o repórter na frente do governador, que condenou a atitude do rapaz (do repórter!) e soltou um sonoro palavrão impublicável.Villar declarou, em correspondência a Luis Carlos Azenha: “Não faz muito tempo surgiram informações de que o Serra foi submetido a um cateterismo realizado secretamente na calada da noite. Eu queria perguntar isso ao governador para ele desmentir ou não. Mas, pela segunda vez, fui agredido pela segurança de Sua Excelência. Protestei e disse que nem na época da ditadura militar fui tratado com tanta truculência”

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,professores-chamam-serra-de-ditador-em-presidente-prudente,379226,0.htm

10 de maio de 2010

Vítima: Rádio CBN (Comentarista Miriam Leitão)

Em entrevista pela manhã, Miriam perguntou se o presidenciável respeitaria a autonomia do Banco Central ou se presidiria também a instituição, caso vencesse a eleição. Serra primeiro respondeu que a suposição da jornalista era “brincadeira”. Em seguida, disse, ríspido: “Você acha isso, sinceramente, que o Banco Central nunca erra? Tenha paciência!” Questionado se interviria na instituição ao se deparar com um erro, Serra interrompeu Miriam: “O que você está dizendo, vai me perdoar, é uma grande bobagem.”

10 de maio de 2010

Vítima: Rádio Nacional

Relato da Folha de S. Paulo: Um repórter da Rádio Nacional, emissora estatal, perguntou se o tucano acabaria com o Bolsa Família. Serra reagiu de forma ríspida. “Por que a pergunta? Porque disseram para você que eu vou acabar? Então eu gostaria de saber a fonte. Isso é uma mentira total”, afirmou. Em outro momento de irritação, Serra não quis detalhar sua posição referente à divisão dos royalties do pré-sal. “Não vou ficar repetindo.” Assessores de Serra procuraram repórteres para pedir desculpas pelo tom do tucano, que chegou ao evento com 40 minutos de atraso.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2005201009.htm

quarta-feira, outubro 27, 2010

Auditoria comprova sumiço de recursos federais em SP.

 

Governador eleito terá de dar conta de verba assim que assumir o estado

Por Leandro Fortes

Quando assumir, pela terceira vez, o governo do estado de São Paulo em 1º de janeiro de 2011, o tucano Geraldo Alckmin terá que prestar contas de um sumiço milionário de recursos federais do Ministério da Saúde dimensionado, em março passado, pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus). O dinheiro, quase 400 milhões de reais, deveria ter sido usado para garantir remédios de graça para 40 milhões de cidadãos, mas desapareceu na contabilidade dos governos do PSDB nos últimos 10 anos. Por recomendação dos auditores, com base na lei, o governo paulista terá que explicar onde foram parar essas verbas do SUS e, em seguida, ressarcir a União pelo prejuízo.
O relatório do Denasus foi feito a partir de auditorias realizadas em 21 estados. Na contabilidade que vai de janeiro de 1999 e junho de 2009. Por insuficiência de técnicos, restam ainda seis estados a serem auditados. O número de auditores-farmacêuticos do País, os únicos credenciados para esse tipo de fiscalização, não chega a 20. Nesse caso, eles focaram apenas a área de Assistência Farmacêutica Básica, uma das de maior impacto social do SUS. A auditoria foi pedida pelo Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF), ligado à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, para verificar denúncias de desvios de repasses de recursos do SUS para compra e distribuição de medicamentos nos sistemas estaduais de saúde.
O caso de São Paulo não tem parâmetro em nenhuma das demais 20 unidades da federação analisadas pelo Denasus até março de 2010, data de fechamento do relatório final. Depois de vasculhar todas as nuances do modelo de gestão de saúde estadual no setor de medicamentos, os analistas demoraram 10 meses para fechar o texto. No fim das contas, os auditores conseguiram construir um retrato bem acabado do modo tucano de gerenciar a saúde pública, inclusive durante o mandato de José Serra, candidato do PSDB à presidência. No todo, o período analisado atinge os governos de Mário Covas (primeiro ano do segundo mandato, até ele falecer, em março de 2001); dois governos de Geraldo Alckmin (de março de 2001 a março de 2006, quando ele renunciou para ser candidato a presidente); o breve período de Cláudio Lembo, do DEM (até janeiro de 2007); e a gestão de Serra, até março de 2010, um mês antes de ele renunciar para disputar a eleição.
Ao se debruçarem sobre as contas da Secretaria Estadual de Saúde, os auditores descobriram um rombo formidável no setor de medicamentos: 350 milhões de reais repassados pelo SUS para o programa de assistência farmacêutica básica no estado simplesmente desapareceram. O dinheiro deveria ter sido usado para garantir aos usuários potenciais do SUS acesso gratuito a remédios, sobretudo os mais caros, destinados a tratamentos de doenças crônicas e terminais. É um buraco e tanto, mas não é o único.
A avaliação dos auditores detectou, ainda, uma malandragem contábil que permitiu ao governo paulista internalizar 44 milhões de reais do SUS nas contas como se fossem recursos estaduais. Ou seja, pegaram dinheiro repassado pelo governo federal para comprar remédios e misturaram com as receitas estaduais numa conta única da Secretaria de Fazenda, de forma ilegal. A Constituição Federal determina que para gerenciar dinheiro do SUS os estados abram uma conta específica, de movimentação transparente e facilmente auditável, de modo a garantir a plena fiscalização do Ministério da Saúde e da sociedade. Em São Paulo essa regra não foi seguida. O Denasus constatou que os recursos federais do SUS continuam movimentados na Conta Única do Estado. Os valores são transferidos imediatamente depois de depositados pelo ministério e pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), por meio de Transferência Eletrônica de Dados (TED).
Em fevereiro, reportagem de CartaCapital demonstrou que em três dos mais desenvolvidos estados do País, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos governados pelo PSDB, e no Distrito Federal, durante a gestão do DEM, os recursos do SUS foram, ao longo dos últimos quatro anos, aplicados no mercado financeiro. O fato foi constatado pelo Denasus após um processo de auditoria em todas as 27 unidades da federação. Trata-se de manobra contábil ilegal para incrementar programas estaduais de choque de gestão, como manda a cartilha liberal seguida pelos tucanos e reforçada, agora, na campanha presidencial. Ao todo, de acordo com os auditores, o prejuízo gerado aos sistemas de saúde desses estados passava, à época, de 6,5 bilhões de reais, dos quais mais de 1 bilhão de reais apenas em São Paulo.
Ao analisar as contas paulistas, o Denasus descobriu que somente entre 2006 e 2009, nos governos de Alckmin e Serra, dos 77,8 milhões de reais do SUS aplicados no mercado financeiro paulista, 39,1 milhões deveriam ter sido destinados para programas de assistência farmacêutica – cerca de 11% do montante apurado, agora, apenas no setor de medicamentos, pelos auditores do Denasus. Além do dinheiro de remédios para pacientes pobres, a primeira auditoria descobriu outros desvios de dinheiro para aplicação no mercado financeiro: 12,2 milhões dos programas de gestão, 15,7 da vigilância epidemiológica, 7,7 milhões do combate a DST/Aids e 4,3 milhões da vigilância epidemiológica.
A análise ano a ano dos auditores demonstra ainda uma prática sistemática de utilização de remédios em desacordo com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) estabelecida pelo Ministério da Saúde, atualizada anualmente. A lista engloba medicamentos usados nas doenças mais comuns pelos brasileiros, entre os quais antibióticos, antiinflamatórios, antiácidos e remédios para dor de cabeça.  Entre 2006 e 2008, por exemplo, dos 178 medicamentos indicados por um acordo entre a Secretaria de Saúde de São Paulo e o programa de Assistência Farmacêutica Básica do Ministério da Saúde, 37 (20,7%) não atendiam à lista da Rename.
Além disso, o Denasus constatou outra falha. Em 2008, durante o governo Serra, 11,8 milhões do Fundo Nacional de Saúde repassados à Secretaria de Saúde de São Paulo para a compra de remédios foram contabilizados como “contrapartida estadual” no acordo de Assistência Farmacêutica Básica. Ou seja, o governo paulista, depois de jogar o recurso federal na vala comum da Conta Única do Estado, contabilizou o dinheiro como oriundo de receitas estaduais, e não como recurso recebido dos cofres da União.
Apenas em maio, dois meses depois de terminada a auditoria do Denasus, a Secretaria Estadual de Saúde resolveu se manifestar oficialmente sobre os itens detectados pelos auditores. Ao todo, o secretário Luís Roberto Barradas Barata, apontado como responsável direto pelas irregularidades por que era o gestor do sistema, encaminhou 19 justificativas ao Denasus, mas nenhuma delas foi acatada. “Não houve alteração no entendimento inicial da equipe, ficando, portanto, mantidas todas as constatações registradas no relatório final”, escreveram, na conclusão do trabalho, os auditores-farmacêuticos.
Barata faleceu em 17 de julho passado, dois meses depois de o Denasus invalidar as justificativas enviadas por ele. Por essa razão, a discussão entre o Ministério da Saúde e o governo de São Paulo sobre o sumiço dos 400 milhões de reais devidos ao programa de Assistência Farmacêutica Básica vai ser retomada somente no próximo ano, de forma institucional.

Jogo sujo de José Serra:Polícia apreende panfletos contra Dilma com cabos eleitorais de José Serra.

Panfletos com ataques à candidata Dilma Rousseff (PT) foram apreendidos com cabos eleitorais do PSDB na periferia de São Paulo. Com o título "É esse o presidente que você quer para o nosso país?", eles reproduzem uma falsa ficha de Dilma no Dops. 
 

César Lisboa Bastos, que disse trabalhar para a campanha de José Serra, confirmou ao Globo a autoria dos panfletos.

Marinalva Félix Anacleto, que afirmou à polícia ser filiada ao PSDB há cinco anos, estava com uma sacola com 101 panfletos.Ela e outros cabos eleitorais foram levados ao 46º Distrito Policial e disseram ter sido contratados para trabalhar no segundo turno.

Os cabos eleitorais foram indiciados por difamação na propaganda eleitoral. O comando da campanha de Serra  diz que não falam sobre o assunto

Mar de lama: auditoria do SUS aponta sumiço de 400 milhões em São Paulo.

Trololó do Denasus?

Na Carta Capital, Leandro Fortes mostra como 400 milhões de reais sumiram na contabilidade dos governos tucanos em São Paulo, durante 10 anos, segundo auditoria do Denasus. Às vésperas do segundo turno, Serra é tragado pelo mar de lama. Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor, autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo e Fragmentos da Grande Guerra, entre outros. Mantém um blog chamado Brasília eu Vi. http://brasiliaeuvi.wordpress.com

Por Leandro Fortes na Carta Capital

Quando assumir, pela terceira vez, o governo do estado de São Paulo em 1º de janeiro de 2011, o tucano Geraldo Alckmin terá que prestar contas de um sumiço milionário de recursos federais do Ministério da Saúde dimensionado, em março passado, pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus). O dinheiro, quase 400 milhões de reais, deveria ter sido usado para garantir remédios de graça para 40 milhões de cidadãos, mas desapareceu na contabilidade dos governos do PSDB nos últimos 10 anos. Por recomendação dos auditores, com base na lei, o governo paulista terá que explicar onde foram parar essas verbas do SUS e, em seguida, ressarcir a União pelo prejuízo.
O relatório do Denasus foi feito a partir de auditorias realizadas em 21 estados. Na contabilidade que vai de janeiro de 1999 e junho de 2009. Por insuficiência de técnicos, restam ainda seis estados a serem auditados. O número de auditores-farmacêuticos do País, os únicos credenciados para esse tipo de fiscalização, não chega a 20. Nesse caso, eles focaram apenas a área de Assistência Farmacêutica Básica, uma das de maior impacto social do SUS. A auditoria foi pedida pelo Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF), ligado à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, para verificar denúncias de desvios de repasses de recursos do SUS para compra e distribuição de medicamentos nos sistemas estaduais de saúde.
O caso de São Paulo não tem parâmetro em nenhuma das demais 20 unidades da federação analisadas pelo Denasus até março de 2010, data de fechamento do relatório final. Depois de vasculhar todas as nuances do modelo de gestão de saúde estadual no setor de medicamentos, os analistas demoraram 10 meses para fechar o texto. No fim das contas, os auditores conseguiram construir um retrato bem acabado do modo tucano de gerenciar a saúde pública, inclusive durante o mandato de José Serra, candidato do PSDB à presidência. No todo, o período analisado atinge os governos de Mário Covas (primeiro ano do segundo mandato, até ele falecer, em março de 2001); dois governos de Geraldo Alckmin (de março de 2001 a março de 2006, quando ele renunciou para ser candidato a presidente); o breve período de Cláudio Lembo, do DEM (até janeiro de 2007); e a gestão de Serra, até março de 2010, um mês antes de ele renunciar para disputar a eleição.
Ao se debruçarem sobre as contas da Secretaria Estadual de Saúde, os auditores descobriram um rombo formidável no setor de medicamentos: 350 milhões de reais repassados pelo SUS para o programa de assistência farmacêutica básica no estado simplesmente desapareceram. O dinheiro deveria ter sido usado para garantir aos usuários potenciais do SUS acesso gratuito a remédios, sobretudo os mais caros, destinados a tratamentos de doenças crônicas e terminais. É um buraco e tanto, mas não é o único.
A avaliação dos auditores detectou, ainda, uma malandragem contábil que permitiu ao governo paulista internalizar 44 milhões de reais do SUS nas contas como se fossem recursos estaduais. Ou seja, pegaram dinheiro repassado pelo governo federal para comprar remédios e misturaram com as receitas estaduais numa conta única da Secretaria de Fazenda, de forma ilegal. A Constituição Federal determina que para gerenciar dinheiro do SUS os estados abram uma conta específica, de movimentação transparente e facilmente auditável, de modo a garantir a plena fiscalização do Ministério da Saúde e da sociedade. Em São Paulo essa regra não foi seguida. O Denasus constatou que os recursos federais do SUS continuam movimentados na Conta Única do Estado. Os valores são transferidos imediatamente depois de depositados pelo ministério e pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), por meio de Transferência Eletrônica de Dados (TED).
Em fevereiro, reportagem de CartaCapital demonstrou que em três dos mais desenvolvidos estados do País, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos governados pelo PSDB, e no Distrito Federal, durante a gestão do DEM, os recursos do SUS foram, ao longo dos últimos quatro anos, aplicados no mercado financeiro. O fato foi constatado pelo Denasus após um processo de auditoria em todas as 27 unidades da federação. Trata-se de manobra contábil ilegal para incrementar programas estaduais de choque de gestão, como manda a cartilha liberal seguida pelos tucanos e reforçada, agora, na campanha presidencial. Ao todo, de acordo com os auditores, o prejuízo gerado aos sistemas de saúde desses estados passava, à época, de 6,5 bilhões de reais, dos quais mais de 1 bilhão de reais apenas em São Paulo.
Ao analisar as contas paulistas, o Denasus descobriu que somente entre 2006 e 2009, nos governos de Alckmin e Serra, dos 77,8 milhões de reais do SUS aplicados no mercado financeiro paulista, 39,1 milhões deveriam ter sido destinados para programas de assistência farmacêutica – cerca de 11% do montante apurado, agora, apenas no setor de medicamentos, pelos auditores do Denasus. Além do dinheiro de remédios para pacientes pobres, a primeira auditoria descobriu outros desvios de dinheiro para aplicação no mercado financeiro: 12,2 milhões dos programas de gestão, 15,7 da vigilância epidemiológica, 7,7 milhões do combate a DST/Aids e 4,3 milhões da vigilância epidemiológica.
A análise ano a ano dos auditores demonstra ainda uma prática sistemática de utilização de remédios em desacordo com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) estabelecida pelo Ministério da Saúde, atualizada anualmente. A lista engloba medicamentos usados nas doenças mais comuns pelos brasileiros, entre os quais antibióticos, antiinflamatórios, antiácidos e remédios para dor de cabeça.  Entre 2006 e 2008, por exemplo, dos 178 medicamentos indicados por um acordo entre a Secretaria de Saúde de São Paulo e o programa de Assistência Farmacêutica Básica do Ministério da Saúde, 37 (20,7%) não atendiam à lista da Rename.
Além disso, o Denasus constatou outra falha. Em 2008, durante o governo Serra, 11,8 milhões do Fundo Nacional de Saúde repassados à Secretaria de Saúde de São Paulo para a compra de remédios foram contabilizados como “contrapartida estadual” no acordo de Assistência Farmacêutica Básica. Ou seja, o governo paulista, depois de jogar o recurso federal na vala comum da Conta Única do Estado, contabilizou o dinheiro como oriundo de receitas estaduais, e não como recurso recebido dos cofres da União.
Apenas em maio, dois meses depois de terminada a auditoria do Denasus, a Secretaria Estadual de Saúde resolveu se manifestar oficialmente sobre os itens detectados pelos auditores. Ao todo, o secretário Luís Roberto Barradas Barata, apontado como responsável direto pelas irregularidades por que era o gestor do sistema, encaminhou 19 justificativas ao Denasus, mas nenhuma delas foi acatada. “Não houve alteração no entendimento inicial da equipe, ficando, portanto, mantidas todas as constatações registradas no relatório final”, escreveram, na conclusão do trabalho, os auditores-farmacêuticos.
Barata faleceu em 17 de julho passado, dois meses depois de o Denasus invalidar as justificativas enviadas por ele. Por essa razão, a discussão entre o Ministério da Saúde e o governo de São Paulo sobre o sumiço dos 400 milhões de reais devidos ao programa de Assistência Farmacêutica Básica vai ser retomada somente no próximo ano, de forma institucional.

terça-feira, outubro 26, 2010

O perigo de armações contra Dilma na reta final da campanha.

por Rodrigo Vianna, via Escrevinahdor

Risco de tumulto na passeata de FHC?

Acabo de voltar da Universidade de São Paulo, onde acompanhei o ato pró-Dilma no prédio da História. O enorme saguão estava lotado. Emocionante. O professor Antônio Cândido mandou mensagem pela filha Laura de Melo e Souza. Alfredo Bosi leu um discurso preciso, elegante; mas ao mesmo tempo firme em defesa da candidata petista. A última fala foi de Marilena Chauí, aplaudida de pé. A professora de filosofia trouxe – ao público de estudantes e funcionários da universidade – uma preocupação: a possibilidade de atos violentos nos últimos dias de campanha. Fez referência a boatos que já circulam na internet.

Hoje, recebi de Fernando Macedo o seguinte relato:

“Sou morador de São Paulo do bairro Santa Cecília, que fica próximo a avenida São João, e ontém ouvi duas pessoas em um bar que fui nesta avenida, falando baixinho ( até certo ponto ), sobre a armação que tá sendo criada para o dia 29 de outubro.

Segundo estas pessoas um número x de camisas foi mandada ser feita com a insignia do PT, a estrelinha, e muitas pessoas vão estar na passeata que FHC promove neste dia, o 29 de outubro, criando um badernaço sem igual e que terá grande mídia cobrindo, com estas camisas sempre aparecendo.

Falavam as duas pessoas que toda a grande mídia já sabe deste fato, e que isso quer fazer as pessoas pelo JN dar cobertura, e outras mídias também, de isso fazer o voto mudar, por sentimentalismo das imagens demonstradas, como eles falavvam, de total vandalismo no centro de São Paulo, por parte de petistas.Serão apresentadas muitas pessoas ensanguentadas.

Escrevi para o Blog do Altamiro Borges, e estou escrevendo para quem pode fazer alguma coisa, no sentido de nos reunirmos e fazermos uma vigilia pública em local também público de São Paulo, por que o PSDB vai querer colocar fogo nas eleições, desacreditando a Dilma. Desacreditando no PT.

E preciso que alguém me ajude nisso.

Temos que colocar um local no centro de São Paulo, permanentemente visivel para todos, para que possamos fazer o que precisa ser feito, nesta reta final de eleições. escrevi para o Altamiro Borges no sentido do mesmo fazer um novo encontro pela liberdade de expressão, e em local público para que isso possa ser contido.

Não podemos dar bobeira alguma.
Eu ouvi estas pessoas conversando no bar e fiquei bastante preocupado, por causa de como elas tratavam disso, e pareciam saber demais para não ser verdade o que falavam.

Meu cel é: (11) 8606 XXXX

Me chamo Fernando e estou a disposição.
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Teoria conspiratória? Pode até ser…

Liguei para o Fernando agora há pouco. Ele existe, disse que é comerciante na região central de São Paulo. Explicou que os dois homens no bar tinham entre 35 e 40 anos – mais altos do que a média dos brasileiros.
Um deles usava blazer e o outro usava jeans e camiseta.

É uma história que merece ser checada: um leitor escreve – dá detalhes, número do telefone. Uma professora da USP fala do mesmo assunto num ato com quase 2 mil pessoas.

Não estou dizendo que isso possa ou não acontecer. Mas diante do clima esquisito (pra dizer o mínimo) nessa reta final, acho que não podemos descartar nada.

Amaury Jr. divulga denúncias de operações ilegais envolvendo PSDB.

Após prestar depoimento na PF para esclarecer quebra de sigilo fiscal motivada por disputa dentro do PSDB, jornalista adiantou parte do livro sobre as privatizações da era FHC

Por: Redação da Rede Brasil Atual


Amaury Jr. divulga denúncias de operações ilegais envolvendo PSDB
 
Reprodução de trecho de nota à imprensa divulgada pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr.

São Paulo – O jornalista Amaury Ribeiro Júnior divulgou carta à imprensa em que dá os primeiros indícios de que houve pagamento de propinas em vendas de empresas estatais durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

A carta é acompanha por cópias de documentos obtidos legalmente e referem-se a investigações da CPMI do Banestado sobre operações financeiras realizadas entre 1998 e 2000. Depósitos que ultrapassam os US$ 1,2 milhão em bancos estrangeiros, ligam os nomes de José Serra, Daniel Dantas e Tasso Jereissati a práticas irregulares, em especial no ano de 2002 - quando Serra foi candidato derrotado a presidente da República - e à venda de empresas como a Telebrás.
 
A nota de Amaury Jr. à imprensa
Parte 1
Parte 2
Parte 3
O material é parte do livro que o jornalista promete lançar após as eleições presidenciais, em que conta detalhes sobre as vendas das estatais nacionais durante o governo de FHC, muitas delas com a atuação direta do atual candidato José Serra.

Veja aqui reprodução de documentos levantados pela CPMI do Banestado.

Veja aqui a segunda parta da reprodução de documentados levantados pela CPMI do Banestado.

Indiciamento

Após o jornalista Amaury Ribeiro Júnior prestar depoimento na segunda-feira (25) à Polícia Federal, que durou quase sete horas, o advogado dele, Adriano Bretas, informou que o cliente foi indiciado por quatro crimes: violação de sigilo funcional, uso de documento falso, oferecimento de vantagem à testemunha e corrupção ativa.

 Segundo Bretas, Ribeiro Júnior negou todas as acusações e de que seja um dos principais responsáveis pelo vazamento de dados da Receita Federal referentes a pessoas ligadas ao PSDB, entre eles, o candidato do partido à Presidência da República, José Serra.

O caso voltou a ganhar força depois de o processo da PF ter mostrado, dias atrás, que as violações surgiram a partir de disputas internas pela candidatura à presidência, entre os ex-governadores Aécio Neves (MG) e José Serra.

Resultado de licitação do metrô de São Paulo já era conhecido seis meses antes.

RICARDO FELTRIN
DE SÃO PAULO

A Folha soube seis meses antes da divulgação do resultado quem seriam os vencedores da licitação para concorrência dos lotes de 3 a 8 da linha 5 (Lilás) do metrô.

O resultado só foi divulgado na última quinta-feira, mas o jornal já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente.

A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB) --ele deixou o cargo no início de abril deste ano para disputar a Presidência da República. Em seu lugar ficou seu vice, o tucano Alberto Goldman.

O resultado da licitação foi conhecido previamente pela Folha apesar de o Metrô ter suspendido o processo em abril e mandado todas as empresas refazerem suas propostas. A suspensão do processo licitatório ocorreu três dias depois do registro dos vencedores em cartório.

O Metrô, estatal do governo paulista, afirma que vai investigar o caso. Os consórcios também negam irregularidades ou "acertos".

O valor dos lotes de 2 a 8 passa de R$ 4 bilhões. A linha 5 do metrô irá do Largo 13 à Chácara Klabin, num total de 20 km de trilhos, e será conectada com as linhas 1 (Azul) e 2 (Verde), além do corredor São Paulo-Diadema da EMTU.

VÍDEO E CARTÓRIO

A Folha obteve os resultados da licitação no dia 20 de abril, quando gravou um vídeo anunciando o nome dos vencedores.



Três dias depois, em 23 de abril, a reportagem também registrou no 2º Cartório de Notas, em SP, o nome dos consórcios que venceriam o restante da licitação e com qual lote cada um ficaria.

O documento em cartório informa o nome das vencedoras dos lotes 3, 4, 5, 6, 7 e 8. Também acabou por acertar o nome do vencedor do lote 2, o consórcio Galvão/ Serveng, cuja proposta acabaria sendo rejeitada em 26 abril. A seguir, o Metrô decidiu que não só a Galvão/Serveng, mas todas as empresas (17 consórcios) que estavam na concorrência deveriam refazer suas propostas.

A justificativa do Metrô para a medida, publicada em seu site oficial, informava que a rejeição se devia à necessidade de "reformulação dos preços dentro das condições originais de licitação".

Em maio e junho as empreiteiras prepararam novas propostas para a licitação. Elas foram novamente entregues em julho.

No dia 24 de agosto, a direção do Metrô publicou no "Diário Oficial" um novo edital anunciando o nome das empreiteiras qualificadas a concorrer às obras, tendo discriminado quais poderiam concorrer a quais lotes.

Na quarta-feira passada, dia 20, Goldman assinou, em cerimônia oficial, a continuidade das obras da linha 5. O nome das vencedoras foi divulgado pelo Metrô na última quinta-feira. Eram exatamente os mesmos antecipados pela reportagem.

OBRA DE R$ 4 BI

Os sete lotes da linha 5-Lilás custarão ao Estado, no total, R$ 4,04 bilhões. As linhas 3 e 7 consumirão a maior parte desse valor.

Pelo edital, apenas as chamadas "quatro grandes" Camargo Corrêa/Andrade Gutierrez e Metropolitano (Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão) estavam habilitadas a concorrer a esses dois lotes, porque somente elas possuem um equipamento específico e necessário (shield). Esses dois lotes somados consumirão um total de R$ 2,28 bilhões.

OUTRO LADO

Em nota, o Metrô de São Paulo informou que vai investigar as informações publicadas hoje na Folha.

A companhia disse ainda que vai investigar todo o processo de licitação.

"É reconhecida a postura idônea que o Metrô adota em processos licitatórios, além da grande expertise na elaboração e condução desses tipos de processo. A responsabilidade do Metrô, enquanto empresa pública, é garantir o menor preço e a qualidade técnica exigida pela complexidade da obra."

Ainda de acordo com a estatal, para participação de suas licitações, as empresas precisam "atender aos rígidos requisitos técnicos e de qualidade" impostos por ela.

No caso da classificação das empresas nos lotes 3 e 7, era necessário o uso "Shield, recurso e qualificação que poucas empresas no país têm". "Os vencedores dos lotes foram conhecidos somente quando as propostas foram abertas em sessão pública. Licitações desse porte tradicionalmente acirram a competitividade entre as empresas", diz trecho da nota.

O Metrô afirmou ainda que, "coerente com sua postura transparente e com a segurança de ter conduzido um processo licitatório de maneira correta, informou todos os vencedores dos lotes e os respectivos valores".

Disse seguir "fielmente a lei 8.666" e que "os vencedores dos lotes foram anunciados na sessão pública de abertura de propostas". "Esse procedimento dispensa, conforme consta da lei, a publicação no 'Diário Oficial'".

Todos os consórcios foram procurados, mas só dois deles responderam ao jornal.

O Consórcio Andrade Gutierrez/Camargo Corrêa, vencedor da disputa para construção do lote 3, diz que "tomou conhecimento do resultado da licitação em 24 de setembro de 2010, quando os ganhadores foram divulgados em sessão pública".

O consórcio Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão, vencedor do lote 7, disse que, dessa licitação, "só dois trechos poderiam ser executados com a máquina conhecida como 'tatu' e apenas dois consórcios estavam qualificados para usar o equipamento".

"Uma vez que nenhum consórcio poderia conquistar mais que um lote, a probabilidade de cada consórcio ficar responsável por um dos lotes era grande", diz.
O consórcio Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão diz ter concentrado seu foco no lote 7 para aproveitar "o equipamento da Linha 4, reduzindo o investimento inicial".

segunda-feira, outubro 25, 2010

No paraná, Serra finge beijar a mão de uma mulher.

                   O zé, tá com nojo é?

problema com os numeros doutor. rsrsrs

Serra tenta roubar programa de combate à AIDS. Lair Guerra e Jatene serão sempre lembrados.

Lair e Jatene: Serra não se apropriará do trabalho deles
Lair e Jatene: Serra não se apropriará do trabalho deles


O Conversa Afiada republica e-mail de amigo navegante:

AIDS: Serra assume como dele programa criado por Lair Guerra e Adib Jatene
por Conceição Lemes
Nas três últimas eleições que disputou e nos programas do PSDB, o ex-ministro da Saúde e atual governador de São Paulo, José Serra, é exaustivamente apresentado como a pessoa que:

* Criou um programa de combate de aids, que é exemplo no mundo todo.
* Trabalhou e criou o melhor programa de combate à aids do mundo.

Em março de 2004, num vídeo de 30 segundos, o próprio José Serra, então presidente do PSDB, garante:
Cumprir o que se promete. Colocar as pessoas em primeiro lugar. Trabalhar muito e falar pouco. Honestidade. Estas são marcas do PSDB, o partido que tem história. O PSDB fez metrô, portos, estradas, hospitais, casas, implantou os genéricos e o melhor programa de combate à aids do mundo…
O programa de aids em pauta é o Programa Nacional de Doenças Sexuais Transmissíveis e Aids. Serra se refere evidentemente à época em que esteve à frente do Ministério da Saúde ao qual o PN-DST/Aids é subordinado. Conseqüentemente, segundo a campanha publicitária, é o seu “criador”. Só que esses slogans e as variações dos mesmos, criados por marqueteiros e assumidos por José Serra, são propaganda enganosa. Por desinformação, conivência, sabujice ou má-fé, a mídia corporativa nunca os questionou nesses oito anos.
”Essa história do Serra não corresponde à verdade dos fatos. Discordo também profundamente de que este ou aquele partido criou o programa”, põe os pingos nos is a médica sanitarista Mariângela Simão, desde 2004 diretora do PN-DST/Aids. “O Brasil reagiu muito precocemente à epidemia de aids e vários atores foram importantíssimos na sua história, entre elas a doutora Lair Guerra de Macedo Rodrigues* e o professor Adib Jatene. O grande diferencial é que, no Brasil, o Programa Nacional de Aids deixou de ser uma política de governo para ser uma política de Estado.”

“DNA” DESMENTE SERRA E MARQUETEIROS
Realmente, estes fatos derrubam uma das bandeiras-chave de Serra na área de saúde.
1983. É implantado no Estado de São Paulo o primeiro programa de controle da aids no Brasil.  O seu coordenador era o dermatologista Paulo Roberto Teixeira Leite. Na seqüência, é criado o programa no Estado do Rio de Janeiro. Começa também a organização do embrião do Programa de Aids do Ministério da Saúde.
1984. O Programa de Aids do Ministério da Saúde surge no âmbito da Divisão de Dermatologia Sanitária, que tinha como chefe a dermatologista Maria Leide de Santana. José Sarney era o presidente da República e Carlos Santana, ministro da Saúde. Nessa época, chegam ao programa Lair Guerra de Macedo Rodrigues (bióloga), Pedro Chequer (médico epidemiologista e sanitarista), Euclides Castilho (médico epidemiologista), Luís  Loures (clínico geral, na época), Celso Ferreira Ramos-Filho (infectologista), entre outros grandes nomes.
“A Lair manteve diálogo constante com o Paulo Teixeira”, frisa Euclides Castilho, professor titular do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, que, desde as primeiras reuniões, participou do Programa Nacional de Aids. “A Lair sempre o chamou para essas reuniões.”
1986. O ministro da Saúde, Roberto Santos, cria oficialmente o PN-DST/Aids no governo do presidente José Sarney.  Em 1985, porém, alguns dos seus núcleos já funcionavam.
1991. Começa a distribuição gratuita do AZT (único anti-retroviral disponível) e de alguns medicamentos para infecções oportunistas. Foi Lair Guerra de Macedo que, numa das viagens ao exterior, trouxe escondidas na bagagem as primeiras caixas de AZT que chegaram ao Brasil.
1992. O atendimento é ampliado. O Ministério da Saúde inclui os procedimentos para tratamento da aids na tabela do SUS (Sistema Único de Saúde).  O cardiologista e professor Adib Jatene, considerado um dos maiores cirurgiões cardíacos do país, assume o Ministério da Saúde, colocando Lair na coordenação-geral do PN-DST/Aids. Fernando Collor de Mello era o presidente da República.
“A eficiência com que Lair comandou o setor trouxe as primeiras perspectivas otimistas sobre o controle da doença”, observa Jatene. “Foi sua capacidade de propor, sua coragem de defender e sua eficiência em executar que nos colocaram na direção correta, consolidada por tantos que, com competência e dedicação,mantiveram as ações em crescendo, garantindo, em área tão sensível, o reconhecimento de uma liderança que partiu de Lair.”
Mariângela Simão faz coro: “A doutora Lair foi a pioneira. Foi quem colocou – e com sucesso! — a aids na agenda política do governo”.
Mário Scheffer, presidente do Grupo Pela Vidda de São Paulo, acrescenta: “O professor Jatene também foi fundamental. Se ele não tivesse a visão estratégica de que o Brasil tinha que produzir os próprios anti-retrovirais, não se teria garantido o acesso universal ao tratamento antiaids. Foi dele a decisão política de fabricar no País o AZT e o ddI [didanosina, outro anti-retroviral] ”.

1993. O AZT começa a ser produzido no Brasil.
1995.  Em janeiro, o professor Adib Jatene assume o Ministério da Saúde pela segunda vez. Moderniza o PN-DST/Aids, dando-lhe novo rumo e capacidade econômico-gerencial. Permanece até novembro de 1996. Nesse período, são dados três passos vitais: apoio aos projetos das ONGs ligadas à área de prevenção e tratamento de HIV/aids; as primeiras recomendações para utilização dos “coquetéis” anti-retrovirais; decisão de comprar os inibidores da protease, a nova família de drogas anti-HIV, que começava a ser comercializada.
“Em março de 1995, editamos a portaria ministerial regulamentando a compra e a distribuição de medicamentos para HIV/aids, para garantir acesso gratuito ao tratamento”, relembra Jatene.  “Em 1996, convocamos uma reunião em Brasília com 60 infectologistas para debater qual seria a atitude mais adequada do Ministério da Saúde em relação ao ‘coquetel’. Ele já existia, era capaz de controlar os sintomas e permitir sobrevida longa aos pacientes com aids, permitindo que mantivessem suas atividades profissionais. A recomendação foi de que fornecêssemos os anti-retrovirais a todos os pacientes com aids.”
Pela primeira vez no mundo, essa proposta era apresentada. Sensibilizado com o problema, o senador José Sarney, então presidente do Senado, apresentou e conseguiu aprovar contra a opinião de alguns setores do governo (do presidente Fernando Henrique Cardoso), a Lei 9313 de 1996.
“Com a Lei Sarney, o Ministério da Saúde ficou legalmente autorizado a disponibilizar gratuitamente os anti-retrovirais”, continua Jatene. “O Brasil se tornou o primeiro país a abordar a aids não apenas nos aspectos educativo e preventivo, mas também ao oferecer o tratamento mais eficaz de forma universal e gratuita.”
Mário Scheffer reforça: “Sem a Lei Sarney a distribuição gratuita e universal dos anti-retrovirais não teria se tornado política de Estado, realidade até hoje”.

1998. Em 31 de março, José Serra assume o Ministério da Saúde. O PN-DST/Aids existia, o acesso universal ao tratamento antiaids era real e alguns anti-retrovirais já estavam sendo fabricados no Brasil.
“Realmente, o Serra deu muita força ao programa”, salienta Mariângela Simão. “O Serra enfrentou os laboratórios internacionais, ameaçando com a quebra de patentes para adequar o custo dos medicamentos”, observa a Jatene. “Quando os programas de saúde se instalam e são consistentes, debatidos com a sociedade, as entidades científicas, eles se tornam definitivos, viram políticas de saúde. Aí, são incorporados e aprimorados pelos ministros que se seguem. Foi o que fizeram o Serra, o Humberto Costa e, agora, o Temporão. Essa é a grande força do Ministério da Saúde”.
Em português claro. O PN-DST/Aids é um “filho” bonito, bem-sucedido, famoso e reconhecido internacionalmente. Serra não quis desempenhar apenas o importante papel de tê-lo ajudado ir adiante. Fez e faz de conta que é seu criador.  O que, além de inverídico, é injusto. Os marqueteiros podem até tentar maquiar a história do PN-DST/Aids, mas é impossível alterar o seu “DNA”.  Todos os que, desde o começo da década de 1980, acompanham a luta antiaids no Brasil são testemunhas, inclusive esta repórter.
SERRA AMEAÇOU, LULA QUEBROU
O Programa Nacional de DST e Aids não começou nem terminou na gestão Serra. É mérito de vários governos, a partir de 1985.
Em 2001, Serra ameaçou quebrar as patentes de dois remédios do “coquetel” antiaids: nelfinavir, da Roche, e efavirenz, da Merck, Sharp & Dhome. Argumento: abuso do poder econômico.  Após negociações, chegou-se a um acordo.

Em 2005, a queda de braço foi com a Abbott, e o lopinavir/ritonavir, o alvo. O ministro da Saúde era Humberto Costa. De novo, se negociou e se chegou a um acordo.
Em 2007, o ministro da Saúde já era José Gomes Temporão e, na berlinda, mais uma vez, o efavirenz, o remédio importado mais usado. A maior parte dos pacientes começa com o “coquetel” que associa AZT (zidovudina), 3TC (lamivudina) e efavirenz. É a combinação de primeira linha.
Na época, o Brasil pagava  à Merck US$1,56 por comprimido. O que se pretendia era adquiri-lo pelo mesmo preço vendido à Tailândia — US$ 0,65. O Ministério da Saúde negociou exaustivamente. Apesar do volume — tratamento para 75 mil pacientes! –, a multinacional não cedeu.
Em conseqüência, o ministro Temporão e o presidente Luis Inácio Lula da Silva decretaram o primeiro licenciamento compulsório de um remédio no Brasil. O País começou a comprar efavirenz da Índia (que não reconhece patentes) por US$ 0,46 a unidade. Paralelamente, Farmanguinhos, que faz parte da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Ministério da Saúde, desenvolveu todo o medicamento: da fabricação da matéria-prima ao remédio final, para ser consumido. Em fevereiro de 2009, o primeiro lote foi entregue. Cada comprimido sai a US$ 0,60, devido ao maior custo de produção no Brasil. Só este ano US$ 30 milhões serão economizados.
“A licença compulsória não é para se fazer economia pura e simplesmente. Medidas como essa nos permitem usar melhor o recurso público e introduzir novas drogas”, expõe Mariângela Simão. “A longo prazo, esse salto tecnológico nos possibilitará desenvolver novas moléculas e garantir a sustentabilidade do PN-DST/Aids.”
“PROGRAMA NACIONAL DE AIDS NÃO TEM DONO”

Entre 1981 e 1989, a sobrevida dos adultos após o diagnóstico de aids era, em média, de 5,1 meses. Em 1995/96, 58 meses. Já os diagnosticados em 1998/99, 110 meses. Há pessoas vivendo com aids no Brasil há 10, 15, 18 anos. Aids não tem cura, mas tem controle. Vive-se cada vez mais.
“Por isso, quem acha que eventualmente se expôs a alguma situação de risco no decorrer da vida, deve pensar seriamente em fazer o teste de aids”, incentiva a doutora Mariângela.
“Quanto mais cedo se descobre que se é portador do HIV, maior a possibilidade de qualidade de vida melhor.”
O Ministério da Saúde fornece gratuitamente o “coquetel” a 185 mil pessoas. A cada ano, novas 15 mil a 17 mil passam a utilizá-lo. A “cesta” atual compõe-se de 18 anti-retrovirais**.

Detalhe: como os pacientes tratados por muito tempo, tornam-se resistentes a várias drogas, são necessários novos anti-retrovirais. De 2005 para cá, foram introduzidos três. Em 2008, um da própria Merck, que, em 2007, teve a patente quebrada do efavirenz. E, ao contrário do que alardeavam e até torciam os opositores do governo Lula, a farmacêutica não retaliou. “O Brasil é um dos grandes mercados do mundo”, alfineta Mariângela. “E o governo federal é o único comprador brasileiro.”
Maior programa de aids do mundo? Melhor do mundo?  Exemplo para mundo?

Mariângela tem ojeriza a carimbos triunfalistas, megalomaníacos ou personalistas. Para essas perguntas, tem uma resposta na ponta da língua: “Somos um programa com grandes feitos, mas também com muitas coisas a fazer, já que o Brasil é tremendamente desigual”.
“O programa é resultado de uma construção coletiva e contínua, que fez e faz diferença até hoje: os movimentos sociais, as ONGs de prevenção e tratamento da aids, os conselhos e profissionais de saúde”, orgulha-se a sua diretora. “Na verdade, o Programa Nacional de Aids não tem dono. Foi criado e consolidado por mil e uma mãos.”
* Em 1996, Lair Guerra de Macedo Rodrigues sofreu um acidente de carro em Recife, onde se encontrava para um congresso de aids. Ficou vários dias entre a vida e a morte. Recuperou-se lentamente, mas não pode  reassumir as suas funções devido às sequelas.
** Dos 18 anti-retrovirais, 7 são nacionais: zidovudina (AZT), lamivudina (3TC), indinavir, estavudina, nevirapina, saquinavir e efavirenz. Os 11 importados são: abacavir, atazanavir, darunavir, didanosina, enfuvirtida, fosamprenavir, lopinavir/ritonavir, ritonavir, tenofovir, raltegravir e amprenavir.

Haddad é mentor dos genéricos, diz Itamar Franco

Por terra

BELO HORIZONTE - Mineiramente, o ex-presidente Itamar Franco (PPS) entrou na polêmica sobre a paternidade dos medicamentos genéricos no Brasil. Em seu Twitter, o candidato ao Senado pela coligação "Somos Minas Gerais" postou: "presidenciáveis discutindo genéricos me trazem saudades de Jamil Haddad, amigo e guerreiro que criou o Decreto 793, em 5/04/93".

Haddad foi ministro da Saúde da gestão Itamar Franco (dezembro 1992 a janeiro de 1995) e responsável pela publicação do decreto citado pelo ex-presidente. A colocação do político mineiro apimenta a discussão que já mobilizou os três principais candidatos à Presidência da República. O ex-governador José Serra (PSDB) traz para si a paternidade do programa, que abriu o mercado de produção de medicamentos, com a quebra de patentes, e consequente barateamento de preços.

Já a petista Dilma Rousseff, em consonância com Itamar, defende que Haddad foi o responsável pela criação do projeto. A última a entrar na discussão foi Marina Silva (PV). Para a presidenciável verde, anterior ao decreto de 1993 e à gestão de Serra no Ministério da Saúde (1998 a 2002) de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi o então deputado Eduardo Jorge o autor da Lei dos Genéricos, em 1991.

Mesmo sem subir o tom contra Serra, Itamar manda recados velados, ao querer "fazer jus" ao trabalho do ex-ministro Haddad. Aliados do ex-presidente entendem que ele não irá polemizar com o candidato tucano, mesmo não tendo ainda saído em campo para pedir votos para Serra. Apesar de estremecidos, os dois estão no mesmo barco, já que o PPS de Itamar e o PSDB são aliados nas disputas estaduais e ao Palácio do Planalto.

Serra não criou seguro-desemprego

da Folha de S.Paulo, em Brasília
da Agência Folha, em Recife

Adversários do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, estão usando a mesma estratégia empregada pelo tucano para atacar Ciro Gomes (PPS): contestar informações e números usados em entrevistas e na campanha.

A Frente Trabalhista (PPS-PTB-PDT) contestou esta semana a declaração de Serra de que foi o criador do seguro-desemprego.

Serra disse que tornou possível o seguro-desemprego e foi criador da lei do benefício. Porém, o benefício foi criado pelo decreto 2.283 de 27 de fevereiro de 1986, pelo então presidente José Sarney, que criou o Plano Cruzado 1.

"Não sei de onde ele [Serra] tirou que criou o seguro-desemprego. O seguro foi criado no meu governo. Na época, ele era secretário [de Economia e Planejamento" do governador Franco Montoro", disse o senador José Sarney (PMDB-AP).

Segundo assessoria de Serra, as explicações sobre as declarações do candidato estão em seu site. Anteontem, foi posto no site texto que diz que o seguro-desemprego foi regulamentado no governo Sarney em 1986 e que posteriormente, na Constituinte, Serra apresentou emenda criando fonte de financiamento do benefício.

Serra
O presidenciável tucano, José Serra, fez campanha ontem caminhando por cerca de uma hora por ruas apertadas do centro de Recife tomadas por camelôs e lojas de artigos populares.

Acompanhado por duas bandas de frevo, o presidenciável permaneceu o tempo todo ao lado do governador de Pernambuco e candidato à reeleição, Jarbas Vasconcelos (PMDB). Mas nenhum material de campanha em conjunto foi distribuído durante a caminhada.

VotoSerrapq

Desabrigados de enchentes vivem em contêineres em SP .

Contêineres servem de alojamento provisório a famílias desabrigadas pelas chuvas em Atibaia (Foto: Paula Sachetta/Nota de Rodapé)


Moradias provisórias em Atibaia devem ser substituídas por outras, definitivas, feitas de madeira e telhado de amianto

São Paulo - Desabrigados de chuvas do início do ano em Atibaia (SP) vivem em contêineres de metal na Vila São José, bairro mais pobre do município. São 12 famílias nessas condições, definidas pela prefeitura como habitação provisória. As pessoas serão encaminhadas, posteriormente, para casas de madeira e telhados de amianto, segundo o jornalista Moriti Neto, no Nota de Rodapé.
"Primeiro, estava previsto que era pra ter blocos de cimento na altura de 1,60 m como base da estrutura", descreveu um morador. "Fizeram 40 cm e já começaram a colocar tábuas. A própria prefeitura fala que as famílias vão ficar ali dois anos. Nesse tempo, vai chover muito e a água alcança fácil o emadeiramento e apodrece tudo", critica.

O uso de telhas de amianto está proibida no estado de São Paulo desde meados de 2008, em função de lei aprovada pela Assembleia Legislativa em 2007. O amianto pode causar danos à saúde durante sua fabricação e na manipulação nas obras.
 

O Nordeste não trocou o voto pelo miolo do pão.

Bacelar pensa o Brasil


É com esta frase que Mauricio Dias, na coluna “Rosa dos Ventos”, da Carta Capital desta semana, conclui o artigo “Desconstrução do preconceito – não resulta do Bolsa Família o voto nordestino pró-Dilma, ainda maior no segundo turno.

Trata-se de observação exata, para este momento de mistificação generalizada, quando, segundo Boff, finalmente, a verdade vencerá a mentira.

Foi a Folha (*), sempre a Folha, de apropriadas ambiguidades, que, outro dia, ao dedicar 158 páginas a um resultado do Datafalha – nenhum país do mundo leva pesquisa eleitoral tão a sério quanto o Brasil do PiG (**) – , denunciou que a Dilma só existe por causa do Nordeste.

É o que, uma vez ouvi do Caio T. (de “Tartufo”) Costa, ao analisar a vitória do Lula (por 61% a 39%) contra o Alckmin: Lula não ganhou no Brasil, mas no Nordeste.

É assim a elite branca e separatista, no caso da elite paulista – e seus fâmulos – , uma espécie de Liga Norte do Berlusconi.

A doutrina da Revolução de 1932 voltará no dia 1º. de Novembro, quando a Folha “analisar” o resultado.

Cabe, então, preventivamente, ler o que o Mauricio Dias escreveu, a partir de considerações da respeitada professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco.

Os beneficiários do Bolsa Família – que mereceu tantos elogios de Mônica Serra – não são suficientes para explicar a votação da Dilma.

Há outros produtos da administração Lula para explicar o fenômeno da adesão do Nordeste a Lula e a Dilma, lembra a professora Bacelar.

O comércio varejista cresceu no Nordeste mais do que no Brasil inteiro.

A Petrobrás investiu maciçamente na região, a começar pela refinaria Abreu e Lima, em Suape.

Clique aqui para ler “Suape – Pernambuco faz uma revolução”.

Os investimentos do PAC.

A Transnordestina.

Pecem.

Os estaleiros.

Lula, segundo a professora Bacelar, quebrou o mito de que a “a agricultura familiar era inviável”.

Ela é responsável por três de quatro empregos gerados no meio rural de todo o Brasil.

“O Nordeste liderou  o crescimento do emprego formal no País, com 5,9% ao ano, entre 2003 e 2009, taxa superior à de 5,4% do Brasil como um todo e do Sudeste, que foi de 5,2%.”

A elite branca (e separatista, no caso de São Paulo), como diz outro pernambucano sábio, Fernando Lyra, “não pensa o Brasil”.

Basta ver o Serra na televisão.


Paulo Henrique Amorim

Folha de S.Paulo vai ao STF para conhecer processo de Dilma na ditadura.

Jornal paulista entra com ação cautelar no STF: quer conhecer antes das eleições o processo que levou Dilma à prisão durante regime militar

A Folha de S.Paulo anunciou na edição deste sábado 23 – pág. A11 – que protocolou uma ação cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) para que tenha acesso ao processo que levou Dilma Rousseff à prisão da ditadura militar em 1970.

Antes, o jornal encaminhou o pedido junto ao Supremo Tribunal Militar (STM), mas o órgão suspendeu o julgamento por duas vezes. A Folha recorre agora ao STF porque tem pressa. Ela justifica a urgência dizendo que o conhecimento do caso é “atualidade do interesse público”. Continua: “já que a candidata pode se tornar a próxima presidente”. E arremata: “para os leitores conhecerem o passado de Dilma”.

É estranha esta ação do jornal. Todo Brasil já sabe que Dilma Rousseff ficou presa durante mais de dois anos nas masmorras da ditadura. Que foi barbaramente torturada e que pertencia a uma organização guerrilheira chamada VAR – Palmares. Já lemos inúmeras matérias com declarações de seus ex-companheiros de luta e até de ex-carcereiros.

Todo mundo já sabe também o que foi a ditadura militar no Brasil. E quem defende a democracia e a liberdade deve concluir que não deve ser motivo de desonra ser integrante da lista dos que tiveram coragem de resistir a ela.

As formas e métodos empregados pelos que o fizeram, assim como as organizações e grupos que formaram para o enfrentamento clandestino contra um inimigo de tamanho descomunal podem ser discutidos e criticados. Os caminhos encontrados foram dos mais distintos. É um debate que se trava há 40 anos no País, dezenas de livros foram publicados para avaliar erros e acertos dos que resistiram àqueles tempos bárbaros.

Ele poderia ser continuado agora, durante a campanha, sem problemas. Poderíamos, por exemplo, discutir como reagiram aos militares Serra e Dilma, ambos integrantes das resistências ao arbítrio. Felizmente, nenhum dos dois candidatos tem em seu currículo a mancha do adesismo à barbárie.

Porém, o que a Folha insiste em saber agora, na última semana das eleições? Ela quer ler o processo escrito e assinado por militares que apoiaram o golpe de 64 ou juízes a seu serviço. Quer saber o que eles escreveram mais sobre a militância da provável futura presidenta do Brasil. Quer saber de quais ações ela é acusada de participar. Com detalhes.

Com estes dados em mãos, o que faria a Folha? Ela acreditaria no que ler nestes processos? Daria isso como verdade factual e divulgaria para seus leitores? E da Folha, posso supor, iria o assunto para outros jornais, para a tevê, para o rádio e a internet?

E na última semana de campanha – caso o STF responda de imediato a ação cautelar – que manchetes leremos na imprensa?

Já ouvi de amigos um ingênuo, mas compreensível, argumento: “é meu direito saber o que ela fez, não é?”. A eles, e à Folha, eu diria que sim, é seu direito saber o que Dilma fez. Mas não da boca ou dos escritos daqueles que construíram o período mais nefasto da nossa história. Estes deveriam ter sido julgados e condenados pelos crimes de lesa-humanidade que cometeram.

O Manual de Redação da Folha de S.Paulo ensina que o bom jornalista deve apoiar seus escritos em boas e confiáveis fontes. Querer reconstruir o passado de uma candidata à presidência da República com esta base e ainda recorrer ao STF para isso, não cheira nada bem. A alguns dias do pleito, então, nem se fala.

Serra é uma ameaça a democracia e aos direitos sociais.

Leia e assista a entrevista da filósofa Marilena Chauí sobre a importância da eleição de Dilma, no Youtube. Transcrição da entrevista:

Serra é uma ameaça a democracia



“O que é a democracia? A democracia não é apenas um regime formal da lei e da ordem. O que é a democracia, que a faz diferente de todos os outros regimes políticos? É que ela é a criação de direitos. A consolidação e a criação de direitos. E, quando tomamos o governo Lula, o que é que nós vemos? Nós vemos justamente a criação de direitos. O acesso a cidadania. O acesso a milhões de brasileiros que estavam excluídos. Os programas sociais fizeram com que os direitos sociais e econômicos e culturais fossem garantidos para todos os brasileiros.

A democracia, na medida em que ela cria direitos, ela exige que um país seja reconhecido pela sua estabilidade interna, pela capacidade da sua economia de assegurar a tranquilidade dos seus cidadãos. O que foi o governo Lula? Foi exatamente isso. E que nos permitiu atravessar uma crise que abalou o mundo inteiro e não nos atingiu. E um governo democrático, é aquele que garante o direito da nação de aparecer como autônoma, independente, falando de igual para igual diante das grandes potências mundiais.

Nós estávamos acostumados com um Brasil submisso, um Brasil que obedecia ordens da Europa e dos Estados Unidos. O que temos agora, é um Brasil que tem os seus direitos internacionais afirmados e garantidos. Diante desta realização democrática, um governo possível, impossível ou melhor improvável, jamais virá, mas se houvesse, um governo Serra, significaria a liquidação desta economia. Por quê?.

Comecemos (a responder esta questão) pelos direitos sociais e políticos. O que caracteriza uma política neoliberal? A gente pensa no enxugamento do estado, e pensa sempre na privatização de empresas. É claro, como FHC declarou em público várias vezes, a alma da privatização da Vale do Rio Doce foi o Serra. E agora, podem ler no Jornal Valor Econômico, apretenção deles de privatizar o pré-sal.

Mas o mais grave neste enxugamento do Estado, é o que acontece com os direitos sociais, porque o Estado deixa de ter responsabilidade pelos direitos sociais - como a Educação, como a Saúde, mas transforma estes direitos em serviços para serem vendidos e comprados no mercado. Isso é a privatização dos direitos, a desaparição dos direitos sociais, dos econômicos, dos direitos culturais. Isso é uma destruição da democracia.

É isso que Serra representa. Representa um Brasil internacionalmente submisso. Um Brasil sem direitos sociais, econômicos e culturais, e um Brasil de privatização das coisas mais importantes que asseguram a nossa economia. Não é possível admitir uma coisa dessa.

Divirta-se com novo game: jogar bolinha de papel no Serra.

Visual do joguinho. Vale brincar um pouco

Jogue um papelzinho você também. Acesse:

Carta, Leandro: irmã contratou Amaury para proteger Aécio de Serra.

Irmão e irmã adoram o #Serrojas

A revista Carta Capital que chega hoje às bancas publica reportagem de Leandro Fortes que reafirma: Amaury Ribeiro Jr. escreveu o livro “Os porões da privataria” para proteger Aécio Neves de #Serrojas.

Leandro conversou várias vezes com Amaury.

Conversou com policiais federais.

E conversou com jornalistas mineiros.

Leandro conta que quem está no centro do livro do Amaury é o jornalista Josemar Gimenez, diretor de redação do jornal O Estado de Minas e do Correio Braziliense.

Leandro trata das relações incestuosas de Aécio Neves com o Estado de Minas.

E mais: que a irmã de Aécio, Andréa Neves, foi quem tratou com Gimenez a elaboração do livro do Amaury.

Isso tudo passou a se chamar de “Operação Caribe”.

Por falar em Caribe, leia aqui o prefácio do livro, que o Amaury autorizou o Conversa Afiada a publicar.

Ou seja, Serra e Aécio estão unidos por uma bolinha de papel e por um rolo de fita adesiva.

Isso dá traumatismo craniano.

É melhor ir fazer uma tomografia computadorizada.


Paulo Henrique Amorim

Serra pirateia manifesto do esporte pró-Dilma.

Joel Benin e Adriano Massuda lideram manifesto pró-Dilma.

Na falta de apoios, a campanha de José Serra (PSDB) intensificou a baixaria. Chegou a ponto de falsificar um manifesto com esportistas.

Por iniciativa dos paranaenses Joel Benin e Adriano Massuda, ambos do Ministério do Esporte, o manifesto contém assinaturas de atletas e dirigentes esportivos de todo o país.

O ministro Orlando Silva e a deputada federal gaúcha Manuela D’ávila, por exemplo, do PCdoB, e o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, assinam o manifesto original organizado pelos paranaense, mas, também aparecem em outro documento “tabajara” espalhados no mundo cibernético pelos tucanos.

O ex-jogador de futebol Bobô e o ex-campeão mundial de boxe Acelino “Popó” Freitas, que subscrevem o manifesto pró-Dilma, confirmam o apoio à petista e rechaçam veementemente o manifesto pirata pró-Serra.
Benin e Massuda interpretaram a confecção do manifesto pirata como “falta de criatividade” dos tucanos. “O PSDB não tem proposta para a área de esporte, por isso falsifica ideias e apoios. Os tucanos não têm criatividade e imaginação para governar o país”, fuzilam os representantes do Ministério do Esporte.

Vergonha!!!!!!!!!

domingo, outubro 24, 2010

Debate na Globo. Vamos ficar de olho para que a manipulação de 2006 não se repita

O debate da Rede Globo, na próxima sexta, será todo de perguntas de eleitores indecisos, com resposta do candidato e comentário do oponente. Chegou-se a discutir a possibilidade de abrir espaço para algumas perguntas do mediador, William Bonner, mas a campanha de Dilma vetou a ideia.

Vamos ficar atentos a armaçao da Globo

Vamos relembrar o debate de 2006 entre Lula e Alckmin

“Indeciso” do debate da Globo faz parte de uma comunidade contra Lula e mentiu que precisa pegar 3 ônibus para estudar

O blog “Os amigos do presidente Lula” denunciou que a rede Globo montou uma farsa no debate entre os candidatos à Presidência com o objetivo de ajudar Geraldo Alckmin. O site mostrou que a Globo levou ao debate pessoas escolhidas pelo Ibope que não eram “indecisas” e ainda manipulou as perguntas para favorecer o tucano.

“Alan Brito de Fortaleza, Ceará, era um dos indecisos. Ele perguntou o que o futuro presidente faria para a melhoria dos transportes, e deu como exemplo o caso dele, que pegava todo dia três ônibus para chegar à faculdade. Só que a Globo não esperava que a farsa fosse desmascarada tão rapidamente. Alan Brito mora na frente da faculdade que estuda. Não tem como ele pegar três ônibus, contam seus amigos da comunidade do Orkut (site de relacionamento)”, afirma o blog.

Depois de afirmar que a pergunta de Alan foi feita pela produção da rede Globo, o site mostra que ele faz parte de uma comunidade no Orkut contrária ao Presidente Lula e que a maior parte de sua turma é tucana. Indignados com as manipulações da Globo, os colegas de faculdade de Alan montaram uma comunidade chamada “Alan e os seus três ônibus” e ainda despejaram mais de 18 mil recados condenando sua encenação, com frases bem ríspidas e outras impublicáveis.

O blog registrou ainda que “provavelmente isso explica o fato dos ‘eleitores indecisos’ gaguejarem tanto na hora de ler suas próprias perguntas, como se não tivesse saído de suas próprias cabeças”. A notícia está aqui no arquivo do nosso blog

José Serra mandou bancada tucana na câmara impedir convocação de Paulo Preto na CPI

Paulo Preto e José Serra. Unidos no assalto ao cofre  do estado


A base de José Serra impediu três vezes o depoimento de Paulo Preto à Comissão de Transportes da Assembleia paulista, que investiga as obras do Rodoanel. A convocação do ex-diretor da Dersa esteve em pauta entre dezembro de 2009 e fevereiro deste ano. Acabou definitivamente rejeitada em 12 de maio.

Os tucanos Orlando Morando, qualificado por Paulo Preto como "brilhante" no evento em que este recebeu o título de "Engenheiro do Ano", e João Caramez, também reverenciado na solenidade, foram autores dos pedidos de vista que barraram o depoimento de "PP", que agora virou dor de cabeça para a campanha de Serra. Da coluna de Renata Lo Prete

Privatizações do PSDB e espiões contra Aécio: alvos de Amaury


Nos trechos extraídos de depoimento de Amaury à PF, o jornalista detalha seu envolvimento no caso da quebra de sigilo de tucanos e familiares de Serra. Foto: Reprodução Nos trechos extraídos de depoimento de Amaury à PF, o jornalista detalha seu envolvimento no caso da quebra de sigilo de tucanos e familiares de Serra
Foto: Reprodução

O depoimento do jornalista Amaury Martins Ribeiro Júnior, dado à Polícia Federal no último dia 15 de outubro e publicado nesta sexta-feira (22) pelo site do jornal O Estado de S.Paulo, relata a investigação que ele diz ter feito sobre o processo de privatização das empresas de telecomunicações durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e o esquema de espionagem que teria sido montado por pessoas próximas ao candidato presidencial tucano José Serra contra o então governador de Minas Gerais Aécio Neves, ambos do PSDB.
O depoimento também detalha os contatos que Amaury diz ter mantido com o jornalista Luiz Lanzetta, da empresa Lanza Comunicações, segundo Amaury contratada para cuidar das comunicações da pré-campanha da candidata Dilma Rousseff. Esses trechos podem ser lidos na reportagem: Jornalista afirma que Falcão, do PT, copiou sua investigação.
Em seguida, trechos inicias do depoimento publicado nesta sexta-feira. Ao falar sobre o motivo das investigações, Amaury Júnior diz o seguinte:
"...esclarece que trabalhava na compilação dos dados das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso em que tinha Ricardo Sérgio de Oliveira como operador principal da formação dos consórcios que participaram das privatizações das teles, cobrança de propina e criação do modus operandi para para internar valores escusos das Ilhas Virgens Britanicas no Brasil, que inclusive se compromete a oferecer para a juntada dos autos o material coletado ao longo do seu trabalho, o qual esclarecerá o detalhadamente o esquema mencionado acima".
Segundo o jornalista, a investigação - iniciada por vontade dele - começou quando Amaury trabalhava para o jornal O Globo, na sucursal de São Paulo, há cerca de 10 anos. Depois disso, ele ingressou no Jornal do Brasil, onde publicou a primeira reportagem sobre o assunto, envolvendo Ricardo Sérgio.
Em seu relato, Amaury Júnior diz ainda que:
"...em 2003 teve acesso a dados enviados pela promotoria de Nova Iorque à CPI do Banestado e à Polícia Federal, dos quais constava que Ricardo Sérgio movimentava milhões de dólares, por meio de doleiros, no exterior, inclusive em paraísos fiscais.
Ele lembra que publicou matérias jornalísticas sobre tais documentos e fatos, na revista Isto É, no ano de 2003, tendo sido, então, processado judicialmente, por danos morais, por Ricardo Sérgio.
O relato prossegue:
"...na sua defesa, na exceção da verdade, obteve ordem judicial destinada à CPI do Banestado para que fossem entregues todos os documentos que apontassem movimentação de valores de Ricardo Sérgio de Oliveira no exterior, além de outras pessoas relacionadas ao processo de privatização de empresas estatais brasileiras, dentre elas Gregório Marin Preciado, Carlos Jereissati, Ronaldo de Souza, sócio de Ricardo Sérgio, sempre com apontamentos de transações financeiras entre elas no exterior".
Amaury afirma no depoimento que no final de 2003 parou de escrever sobre o assunto, apesar de não ter deixado de investigar o caso, já que pretendia escrever um livro sobre o tema. Depois disso, foi trabalhar no jornal Correio Braziliense e em seguida, após sofrer um atentado, transferido para o jornal O Estado de Minas.
O jornalista prossegue no depoimento publicado:
"...em dezembro de 2007, tendo tomado ciência de que um grupo clandestino de inteligência estaria seguindo o então governador do estado, Aécio Neves, decidiu investigar quem eram os integrantes de tal grupo e a motivação de seus trabalhos; que, recorrendo as suas fontes na comunidade de informações, dentre elas Idalberto Matias de Araújo, obteve informação de que se tratava de grupo que trabalhava para José Serra, sob o comando do deputado federal Marcelo Itagiba, sendo que faziam parte do grupo o agente do SNI Luiz Fernandes Barcelos, o delegado Federal Pedro Birvane e outros dois agentes, um do SNI que não se recorda o nome, e outro da PF de nome Darlan".
Amaury relata ainda que, durante o ano de 2008, e diante das informações obtidas de Idalberto e outros agentes, decidiu retomar as investigações das privatizaçoes, naquele momento focando também pessoas ligadas a José Serra. O jornalista afirmou no depoimento:
"...utilizando os mesmos métodos de investigação anteriores, passou obter documentos em cartório, juntas comercias, órgãos de Justiça no Brasil e EUA, tendo obtidas procurações e outros documentos que apontavam para a existência de empresas - off shores sediadas em paraísos fiscais, em nome da filha de José Serra, Verônica Allende Serra e de seu esposo Alexandre Bourgeois; que funcionavam no mesmo escritório operado por Ricardo Sérgio de Oliveira, nas Ilhas Virgens; que investigou tais empresas, tendo ficado evidente, para o declarante, que as mesmas foram utilizadas para internação de valores em território pátrio".
Ainda segundo ele: "...para realizar tais investigações, necessitou fazer várias viagens nos anos de 2008 e 2009, principalmente para São Paulo-Capital, algumas para Brasília, sendo que as despesas de viagem e de obtenção dos documentos foram custeadas pelo órgão de imprensa no qual trabalha, ou seja, O Estado de Minas."
O jornal divulgou nota negando que tenha pago viagens do jornalista no período em que, segundo investigação da Receita Federal, foram acessados dados fiscais de integrantes do PSDB e familiares do candidato José Serra, em setembro e outubro de 2009.

sábado, outubro 23, 2010

Até TSE vê armação e fingimento do Serra e nega pedido de PSDB para tirar cenas da farsa do serrarojas, do programa da Dilma


O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Henrique Neves negou nesta sexta-feira pedido da coligação de José Serra (PSDB) para tirar do programa de Dilma Rousseff (PT) imagens da amrmação encomendada pelo tucano na quarta-feira no Rio de Janeiro.

A peça do programa da Dilma --exibida ontem a noite e na tarde de ontem,-- afirma que Serra "fingiu ter sido ferido" e que o objeto que o atingiu foi uma bolinha de papel.

"Esse teatro todo definitivamente não combina com um candidato à Presidência", afirma a propaganda petista com base em reportagem do SBT.

Serra questionou a exibição do vídeo e pediu direito de resposta de 1min16s.

"Após ler os documentos que instruem a inicial e assistir o programa impugnado, não vislumbro, neste momento, a presença dos pressupostos para a concessão da medida liminar requerida", afirmou o ministro na sua decisão liminar.

Para Henrique Neves, "a controvérsia sobre os fatos, ou ao menos, sobre a interpretação que a eles é emprestada pelos órgãos de imprensa e pelos candidatos não permite que, neste primeiro exame, sejam os mesmos considerados sabidamente inverídicos".

O programa da Dilma foi feito com base em reportagem do SBT.

O programa do Serra usa Imagens feitas pela Folha mostram que Serra foi atingido por um objeto circular e transparente durante a caminhada.

Para a defesa de José Serra, as  imagens foram examinadas pelo perito Ricardo Molina, a pedido da TV Globo, e exibidas na noite desta quinta-feira no "Jornal Nacional".

Ele também examinou as imagens exibidas pelo SBT, quando Serra é atingido por um objeto que parece uma bolinha de papel. Concluiu que são momentos distintos.

Cadê a Mônica Serra?: A hipocrisia do aborto.Teoria e prática de Mônica Serra

Os santinhos de uma guerra suja - Parte 1


A poucos dias da eleição, a campanha de José Serra se aproxima de grupos ultraconservadores e reforça a tática do ódio religioso. O oportunismo político divide a Igreja e vira caso de polícia


Nesta campanha, o casal Mônica e José Serra rompeu a fronteira entre o público e o privado ao dar conotação eleitoreira ao tema do aborto. Quando retirou o procedimento da categoria de saúde pública ou de foro íntimo, o casal abriu um flanco na própria privacidade. Serra vinha condenando de forma sistemática a descriminalização ao aborto. Mônica, por sua vez, havia sido ainda mais incisiva, intrometendo-se no assunto durante uma carreata com o marido em Duque de Caxias (RJ): Ela (Dilma) é a favor de matar as criancinhas, disse a um ambulante que apoiava a candidata do PT. Não demorou para que o relato de um aborto feito por Mônica quando Serra vivia exilado no Chile virasse assunto público.

O caso foi trazido à tona pela bailarina e coreógrafa Sheila Canevacci Ribeiro, 38 anos, ex-aluna de Mônica no curso de dança da Universidade de Campinas. Ao lado do marido, o antropólogo italiano Massimo Canevacci, Sheila assistia em sua casa a um debate entre os presidenciáveis quando Dilma Rousseff questionou Serra sobre ataques feito por Mônica. Surpreendida, Sheila se lembrou em detalhes de uma aula de psicologia ministrada em 1992 por Mônica para a sua turma na Unicamp.

Ao discorrer sobre como os traumas da vida alteram os movimentos do corpo e se refletem no cotidiano, Mônica contara ao pequeno grupo de alunas do curso de dança que ficara marcada por um aborto que precisou fazer na época da ditadura, devido às condições políticas adversas em que vivia. Fiquei assustada com o duplo discurso de minha professora?, afirma Sheila, que na manhã seguinte colocou uma reflexão sobre o assunto em sua página na rede social Facebook.

A coreógrafa acreditava estar compartilhando a experiência com um grupo de amigos, mas o texto se espalhou, ganhou as páginas dos jornais e até uma nota oficial da campanha de Serra negando o aborto. Já Mônica e Serra não fizeram qualquer desmentido sobre o caso. Na sequência, Sheila recebeu milhares de apoios, mas também críticas, incluindo a de ter traído sua antiga professora. ?Foi ela quem traiu minha confiança como aluna e mulher?, diz a coreógrafa. ?Ela não é a mulher do padeiro, do dentista. Ela é a mulher de um candidato a presidente da República. O que ela fala e faz conta.?

As atitudes das personalidades públicas contam tanto que chegam a provocar temor. Colega de classe de Sheila, a professora de dança C.N.X., 36 anos, também se lembra do depoimento de Mônica na universidade, mas pede para não ser identificada. Recém-aprovada em concurso de uma instituição federal, ela acredita que, se eleito presidente, Serra pode prejudicar sua carreira. Quanto à aula de 1992, C.N.X. conta que o grupo de alunas não chegava a dez e estava sentado em círculo quando Mônica comentou que um dos fatores que tinham alterado sua corporalidade foi a vivência na ditadura e a necessidade de fazer o aborto. ?Ela queria ter o filho, não queria ter tirado, diz a professora de dança. E eu fiquei muito chocada com o depoimento, pois na época era muito bobinha, completa C.N.X., que passara no vestibular com apenas 16 anos e pela primeira vez vivia longe da família.

Na opinião da professora de dança, nada impede que, de 1992 para cá, Mônica tenha mudado de ideia: Mas ela não pode ser hipócrita. Sabe que o aborto é uma experiência traumática. Trata-se também de um tabu no País, embora 5,3 milhões de brasileiras entre 18 e 39 anos tenham feito pelo menos um aborto, de acordo com o Ministério da Saúde. Mais da metade das brasileiras que se submete ao procedimento acaba internada devido a complicações da intervenção. Como se não bastasse, pode ser condenada a pena de um a três anos de detenção, como prevê o Código Penal de 1940, exceto para os casos de estupro ou de risco de morte da mãe. A mudança dessa lei  ISTOÉ defende a descriminalização do aborto pode ser o primeiro passo para acabar com a hipocrisia e transformar a interrupção da gravidez em uma questão de saúde pública e de foro íntimo.Leia a matéria completa aqui na IstoÉ

A ordem para encomendar o material à gráfica ligada aos tucanos partiu de dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo da Diocese de Guarulhos, na Grande São Paulo. Ele é antigo conhecido do PSDB, amigo declarado de seu conterrâneo Sidney Beraldo, deputado estadual pelo partido e um dos coordenadores da campanha de Serra em São Paulo. Nas conversas de sacristia, dom Luiz tem fama de ser um homem maquiavélico e implacável. Padres o descreveram à ISTOÉ como alguém que não aceita opiniões divergentes e já criou situações embaraçosas para constranger e afastar subordinados que questionam seu radicalismo.

Para fazer os contatos com a gráfica dos Kobayashi, dom Luiz contou com a ajuda do ex-seminarista Kelmon Luís da Silva Souza. Frequentador da Catedral Metropolitana Ortodoxa, na zona sul de São Paulo, Souza também é presidente da Associação Theotokos, um grupo católico ultratradicionalista, e membro do autodenominado Partido Monarquista Brasileiro.

Em 2006, um dos parceiros do ex-seminarista que atua numa organização integralista doou R$ 3,5 mil para a campanha do deputado federal Índio da Costa, candidato a vice-presidente na chapa de Serra. Quando a atuação de Souza e dom Luiz tornou-se pública, os dois se enclausuraram. Nos próximos dias, no entanto, terão de prestar depoimento à Polícia Federal, investigados por crime eleitoral, calúnia e difamação.Leia mais na IstoÉ