As contribuições teriam sido feitas pela Cavo, que pertence ao grupo Camargo Corrêa, investigado pela Polícia Federal na operação Castelo de Areia. O valor não aparece na prestação de contas da campanha do democrata à prefeitura do Recife. Ele diz que o dinheiro é legal e foi enviado por meio do Diretório Nacional
Wálter Nunes
Mendonça Filho teria recebido uma doação de R$ 100 mil da Cavo.
As duas contribuições foram citadas por Fernando Dias Gomes numa conversa com Pietro Francisco Bianchi, ambos funcionários da construtora presos pela PF. O documento diz que as contribuições são da "empresa Kavo, do Grupo Camargo Corrêa". Trata-se, na verdade, da Cavo Serviços e Meio Ambiente, especializada no tratamento de resíduos, águas e efluentes, tradicional doadora de campanhas eleitorais.
Mendonça Filho, que atualmente é presidente do diretório regional do DEM de Pernambuco, afirma que recebeu duas contribuições da Camargo Corrêa no ano passado que totalizam R$ 300 mil. As doações, diz, não foram feitas diretamente ao seu comitê financeiro, mas ao Diretório Nacional do DEM. "O Diretório Nacional repassou o dinheiro ao Diretório Municipal e o Municipal repassou a minha campanha. Foram uma doação de R$ 200 mil e outra de R$ 100 mil. Tudo dentro da lei", afirma. "Na ocasião, o Diretório Nacional informou que o dinheiro que estava sendo enviado era da Camargo Corrêa", diz. "Não sei se era exatamente da Camargo ou de uma empresa da Camargo, mas esta tudo declarado conforme a lei".
A prestação de contas de Mendonça Filho mostra três doações de R$ 100 mil feitas pelo Diretório Municipal do DEM e outras duas de R$ 200 mil.
A Camargo Corrêa foi procurada, mas até o momento não se manifestou sobre o assunto.
http://migre.me/1Ah36, Revista Epoca, 26/03/2009
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