quarta-feira, junho 08, 2011

Será?

Uma cidade com o potencial que Jaboatão tem, não pode mais ser entregue a pessoas que não respeitam nossa gente. Como os moradores da Rua do Jangadeiro, em Candeias, que inconformados com tanta lama e buracos realizaram uma filmagem mostrando a situação em que a rua se encontra. No vídeo postado no youtube   e mandado para mim por e-mail você poderá, ainda, conferir uma entrevista concedida por uma moradora da rua relatando suas dificuldades no ir e vir diário e logo depois uma reportagem do NETV. E fica a pergunta no ar: para quê serve o IPTU pago pelos moradores? Será que temos prefeito em Jaboatão?

Confira o vídeo
 
 
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domingo, junho 05, 2011

Os perigos mortais dos celulares

O alarido na imprensa sobre a reclassificação pela Organização Mundial da Saúde (OMS) do risco dos telefones celulares causarem câncer no cérebro foi mal explicado. Um artigo na Scientific American on line explica que houve apenas uma reclassificação burocrática do risco. Ele agora é considerado "possivel", na medida em que não é mais considerado "impossivel".

Não chegou ainda à categoria do "provavel", pois não existem dados epidemiológicos a respeito. Isso quer dizer que as suposições de que o celular podem causar câncer são ainda "inadequadas". Nem mesmo a possibilidade desse risco foi provada para fornos de microondas, televisão, radares e rádio foi considerada satisfatória.

Levantamentos dos dez últimos anos na Europa de usuários de celulares não apontou nenhuma evidência de aumento de câncer cerebral. E, finalmente, enquanto a radiação UV para quem toma muito banho de sol com certeza é cancerígena, a radiação eletromagnética do celular não tem energia suficiente para romper ligações moleculares de substâncias orgânicas nem do DNA.

Com relação aos celulares, na verdade, o alerta deveria ser para os comprovados efeitos fatais. Por exemplo, falar ao celular no trânsito tem uma letalidade provável semelhante a dirigir com mais de três doses de uísque. Ai não é especulação: as estatísticas do trânsito são claras.

E finalmente, outra notícia que não ganhou destaque: uma pesquisa na Turquia mostrou que 3/4 dos celulares carregam bactérias perigosas. E eles estão sempre nas mãos de usuários que nem sempre se preocupam muito com a higiene. A pesquisa foi feita num hospital turco, examinando celulares de internados, médicos, enfermeiras e visitantes. Muitas das bactérias encontradas nesses celulares são resistentes a antibióticos.

sexta-feira, junho 03, 2011

Como Teixeira, Galvão e a Globo enforcaram o Dunga

 

O Blog reproduz e-mail do amigo navegante Adilson Filho:

Caro Ede,


Na véspera do jogo contra a Holanda, segue um texto sobre a partida fatídica com o lance do jogo fatal para o Brasil, que a Globo não viu pois estava muito ocupada na sua luta pessoal contra Dunga e na sua empreitada pelo controle da seleção.


um grande abraço,


Adilson


Brasil x Holanda: Um fantasma que ainda não foi exorcizado.


As vésperas de completar um ano da eliminação da Copa do Mundo da África do Sul a seleção volta  a enfrentar a Holanda em clima de revanche, mas muitos ainda tentam entender melhor aquele segundo tempo..


O Brasil chegou na Copa do Mundo de 2010 como favorito e ostentando uma marca impressionante que há muito não se via:  Campeão da Copa América, campeão da Copa das Confederações e  primeiro lugar nas Eliminatórias, classificando-se antecipadamente com duas rodadas de antecedência. Durante os quatro anos de preparação, nossa seleção não tomou conhecimento  de adversários tradicionais como Itália, Inglaterra, e Portugal – aplicando neste uma goleada histórica de seis gols -  e de quebra ganhava sempre com sobras de seu maior rival, a Argentina, sendo a última vitória  acachapante e na casa dos nossos vizinhos.


A seleção brasileira, sob o comando de Dunga e Jorginho, superou o trauma e a ausência de craques pós-2006 -  talvez a maior entressafra que o futebol brasileiro já enfrentou – e se tornou uma equipe forte, regular,  segura na defesa, que atacava e defendia em bloco, valorizava a posse de bola e fazia sempre muitos gols. Ainda por cima, como mencionado, ganhou tudo que disputou e  sacudiu (como se diz na gíria do futebol) todos os rivais de peso que enfrentou.


Durante a competição, uma das mais niveladas dos últimos tempos, a seleção de Dunga encontrou dificuldades, assim como todas as outras, mas conseguiu impor seu jogo, mostrando a unidade e a consistência do trabalho  realizado durante quatro anos.


Até que vem as quartas de final, contra a Holanda. E é sobre esse jogo fatídico, principalmente sobre um pequeno detalhe acontecido aos 23 minutos do segundo tempo e ignorado pela mídia esportiva, que passo a comentar de forma mais detalhada a partir de agora.


Brasil x Holanda


Começa  a partida e a seleção, de cara já vai impondo seu jogo. O time joga exatamente no estilo que melhor sabia jogar: marcando atrás da linha da bola, implacável na ocupação dos espaços e saindo rápido no contra-ataque.  A Holanda não encontrava espaço e quase não via a cor da bola, como acontecia com a maioria dos adversários que enfrentavam a seleção brasileira.


Num passe primoroso de Felipe Melo – o maior passador da seleção na Copa – a bola sai “da chapa precisa” atravessa metade do campo e vai achar Robinho lá na grande área, que bem ao seu estilo, apenas dá um “tapa” pra empurrar pro fundo da rede.


Um a zero Brasil. O time ía pra cima, jogava bem, e na certeza de que tinha “caixa pra mais” ameaçava uma Holanda absolutamente perdida em campo. O jogo segue, Robinho faz boa jogada pela esquerda, limpa dois e deixa para Luis Fabiano, que toca de letra  para Kaká, e esse bate da entrada da área pra belíssima defesa, de mão trocada, do goleiro holandês. Linda jogada, quase um golaço!


Em seguida, Daniel Alves faz jogada pela direita e Juan toca por cima da trave. A seleção ameaça de novo, logo depois, em mais um bonito lance: Kaká inverte o jogo da esquerda, Daniel Alves amacia no meio e toca pra Maicon que vinha avançando pela lateral , solta a “bomba” de fora e obriga o goleiro deles a nova defesa por baixo..O Brasil, como era de sua característica, sufocava o adversário atacando por todos os lados, com jogadas bem tramadas.


Há ainda um pênalti em Kaká não marcado, mas tudo bem, embora acredite que o árbitro tenha errado, são coisas do jogo e o japonês apitava bem – minutos antes havia anulado corretamente um  gol de Robinho em jogada de difícil interpretação.


O juiz apita, termina o primeiro tempo e com ele a história de sucesso desse grupo vencedor, que com certeza poderia ter ido mais longe, mas que viria a se perder num momento inusitado, frustrando as expectativas daqueles que, como eu, entendiam as circunstâncias em que fora formado , e que confiavam e torciam por sua vitória.


Vinte e três minutos do segundo tempo


É importante ressaltar que a seleção brasileira que entrará em campo para disputar a etapa complementar do jogo, protagonizará lances que jamais foram vistos ou sequer imaginados que pudessem acontecer, durante os quatro anos que antecederam a competição. Lances capitais que não fizeram parte de sua trajetória e por isso difíceis de serem previstos, mesmo se tratando de uma Copa do Mundo.


Guardadas as devidas proporções e preferências estilísticas (não é isso que está sendo analisado), o que aconteceu em 2010 acabou sendo uma surpresa ainda maior do que aconteceu no Sarriá em 1982, onde os erros de posicionamento da defesa pelo lado esquerdo desde a estréia contra a URSS , a mania de Valdir Perez de se manter em cima da linha da pequena área, e a desconfiança em cima de Serginho Chulapa, ajudaram a escrever a crônica de uma possível derrota anunciada.


Voltando a 2010, a vaca começou a dar o primeiro passo na direção do brejo quando numa bola alçada na área por Sneijder, Julio César (o melhor goleiro do mundo) sai mal e, atabalhoadamente, esbarra em Felipe Melo, que limpo no lance iria tranquilamente tirar a jogada dali de cabeça. Gol da Holanda, num lance inexplicável.


O outro lance capital, que é, ao meu ver,  a maior “entrega” de um craque brasileiro numa edição de Copa do Mundo, foi protagonizado por um jogador que, assim como o colega goleiro, pertencia aquela que era considerada a melhor defesa do mundo.


Sobre esse lance, que  não se ouviu nem se escreveu uma linha na mídia esportiva -  pois infelizmente seus principais analistas na época pareciam estar muito ocupados em  demonizar pessoas e desafetos -  eu vou tentar  compartilhar em detalhes agora.


Aos vinte e três minutos do segundo tempo, a bola sobra na linha de fundo do Brasil pelo lado esquerdo, Juan se antecipa e chega absoluto na jogada, com Robben atrás dele. Juan tinha pelo menos 1, 5 metro de campo até o fundo, mas mesmo virado para lateral (!), sem nenhum marcador a frente opta, inexplicavelmente,  por ceder o escanteio para o adversário.


A jogada segue, Robben bate na cabeça de Kuyt e  o atacante dá aquela raspada mortal pra cabeçada de Sneijder na pequena área. O resto já sabemos, a Holanda passa na frente pela primeira vez na partida e o Brasil não conseguiria mais reverter.


Senhores, esse foi o lance de bola que selou o destino do Brasil na Copa da África do Sul. O péssimo segundo tempo da seleção, o descontrole de Felipe Melo com os provocadores holandeses, a reconhecida inoperância total de Robinho  na hora “h” e a saída inacreditável de Julio Cesar sem dúvida contribuíram para a derrota, mas nenhum lance foi tão direto e decisivo quanto o escanteio cedido, “generosamente” pelo nosso zagueiro a equipe adversária.


Num  jogo de futebol, e aí os que jogam sabem que pode ser uma pelada no Aterro ou uma final de Copa no Maraca, o objetivo primeiro é fazer gol, o segundo é não tomar e para isso deve-se  manter o tempo todo a bola o mais longe possível de sua meta e o mais perto possível da meta adversária -  dando passes laterais sempre mais avançados, evitando faltas na entrada da sua área, “prendendo bola” no ataque no final do jogo, e optando sempre pelo lateral no lugar do escanteio. Isso é o básico da bola. Ora, quando uma bola é disputada na linha da fundo do seu time, um dos lances que mais vemos numa partida é o jogador se esticar todo, se jogar no chão, derrapaaaaaaaar pra jogar a bola pra lateral. Escanteio, nunca!


Nesse sentido, não tenho dúvidas em afirmar que, do ponto de vista de sua fatalidade,  o escanteio cedido por Juan, é uma das jogadas mais estranhamente executadas por um jogador brasileiro numa partida de Copa do Mundo que tive notícia. A meia do Roberto Carlos em 2006, o pênalti esquisito do Sócrates em 86, a bola atravessada no meio campo por Cerezo em 82 e outros que me escapam agora, foram lances infelizes  mas de desatenção, de displicência, ou relaxamento. No caso do nosso zagueiro , confesso que fica difícil encontrar uma explicação razoável, dada a sua larga experiência em partidas decisivas  com a seleção brasileira.


Por que Juan, um jogador tarimbado e de altíssimo nível, deu um escanteio de “mão beijada” para o outro time quando tinha a opção de  chutar a bola pela lateral?! Eis a pergunta que não quer calar.


Ou que não quis ser perguntada?


Essa pergunta jamais foi feita para ele, e pior, o mais impressionante disso tudo é que o lance crucial não foi mencionado momento algum pela mídia esportiva na época, não foi sequer comentado como uma possível infelicidade de Juan, ou mesmo pra se colocar a culpa no Dunga como sabiam fazer muito bem. Nada. Passou batido e, pelo visto, passará em branco na história.


Quase um ano depois da eliminação brasileira e na véspera do dia onde a seleção reencontrará pela primeira vez a Holanda, esse lance traz a tona a lembrança do que foi a cobertura da mídia na Copa do Mundo da África do Sul em 2010 . Um trabalho desastroso, capitaneado pela Globo e pautado pela parcialidade extrema, com  matérias medíocres que tratavam os amantes do esporte como verdadeiros idiotas, e outras  preconceituosas contra povos e culturas . É só nos lembrarmos do  caso do Paraguai, quando, após a reportagem etnocêntrica e a manifestação de repúdio do Ministro da cultura,  o Sportv teve que emitir uma nota para dizer que o canal não tinha preconceito contra o país, ou lembrar do jornalista famoso  que ao falar da eliminação  da Itália justificou dizendo não se tratar de um  “paisinho qualquer não”.


No caso da Globo, como sabemos, foi realmente muito complicado pois a coisa conseguiu tomar proporções perigosas, chegando ao nível pessoal. O que se viu foi algo repugnante.  Lembro-me que logo após o jogo que nos eliminou , a emissora exibiu um edição trágica e de muito mal gosto, de mais ou menos cinco minutos, com os principais lances da partida, onde  o narrador falava sobre o caminho errado que Dunga traçou, e no meio eram inseridas (sem parar) imagens do treinador na famosa entrevista em que discutia no ar com o repórter Escobar. Como diria Max Weber, uma ação afetiva com sede de vingança!


Aliás a repercussão desse caso na internet foi tamanha que chegou a se criar o “Dia sem Globo” -  uma manifestação contra a farsa montada pela emissora que depois veio a tona.  A Globo precisou emitir uma nota no fantástico para dizer que torcia pra seleção. A Globo perdeu o respeito, virou a copa das notas.


Foi a  partir desse fato que ficou evidente que a política  de extinção de privilégios adotada por Dunga na seleção deixou a emissora numa situação desconfortável, um lugar onde não estava acostumada a ocupar, impondo-lhe obviamente  outros objetivos.


Fica então a pergunta: O lance capital do zagueiro Juan passou realmente desapercebido pelos jornalistas esportivos da Globo ou será que foi propositalmente deixado de lado? Foi incompetência ou a cruz que prepararam com tanto cuidado só cabia mesmo um “cristo”?


A julgar pelo programa “Bem amigos” da semana seguinte onde Ricardo Teixeira  é recebido de braços abertos e, num gesto simbólico, “devolve” a seleção para turma do Galvão , acho que resposta fica mais fácil, embora saibamos que não seria nenhum absurdo apostar nas duas hipóteses ao mesmo tempo.


Bom, a Copa do Mundo da África do Sul já virou história , Juan é um grande zagueiro, sempre correspondeu e deve ser perdoado, aliás nem é esse o caso; mas 2010 deixou claro pra quem quiser ver que alguns jornalistas do ramo deveriam se preparar melhor para a atividade que escolheram exercer  e outros, além disso, se envergonhar da campanha raivosa que – por motivos não esportivos – fizeram contra um profissional correto, ídolo nacional  e sua equipe que honrou a camisa amarelinha durante os quatro anos e meio que a vestiu.

quinta-feira, junho 02, 2011

Aécio Neves é denunciado por ocultar patrimônio e sonegar imposto.

Recém alçado a líder máximo da oposição ao governo Dilma Rousseff, senador tucano é acusado por deputados estaduais de Minas Gerais de esconder bens para não pagar Imposto de Renda. Segundo denúncia, salário de R$ 10 mil e patrimônio declarado de R$ 600 mil não explicam viagens ao exterior, festas com celebridades, jantares em restaurantes caros e uso de carrões. Procuradoria Geral da República examina representação para decidir se abre investigação.

BRASÍLIA – A Procuradoria Geral da República (PGR) vai anunciar em breve se abrirá inquérito para investigar o enriquecimento do chefe da Casa Civil, ministro Antonio Palocci. Os adversários do governo petista acionaram-na depois da notícia de que Palocci comprou apartamento de mais de R$ 6 milhões em São Paulo, no que seria um sinal de “ostentação”. Pois a PGR também examina se é necessário apurar melhor a vida patrimonial de um outro figurão da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), líder máximo da oposição atualmente. O tucano entrou na mira do Ministério Público pelo motivo oposto ao de Palocci, a ocultação de bens, o que revelaria sonegação fiscal.

A denúncia de que o senador esconde patrimônio e, com isso, deixa de pagar impostos foi feita ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no dia 30 de maio, pela bancada inimiga do PSDB na Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

O fundamento da representação é o “estilo de vida” do senador. Com o salário de R$ 10,5 mil mensais que recebeu por sete anos e quatro meses como governador mineiro, diz a representação, Aécio não teria condições de viajar onze vezes para o exterior com a família, andar de jatinho, dar festas com celebridades, frequentar restaurantes caros e comprar os carrões com que desfila em Minas e no Rio, cidades onde tem apartamentos.

Na declaração de renda apresentada à Justiça eleitoral no ano passado, quando disputou e ganhou um cadeira no Senado, Aécio Neves informou ter patrimônio de R$ 617 mil, que os acusadores dele consideram uma ficção.

“Há claramente um abismo entre o Aécio oficial e o Aécio do jet set internacional. Ele está ocultando patrimônio, e isso leva ao cometimento de sonegação fiscal”, afirma o deputado Luiz Sávio de Souza Cruz (PMDB), líder da oposição ao PSDB na Assembléia mineira e um dos signatários da representação.

Linhas de investigação
O documento sugere duas linhas de investigação à PGR na tentativa de provar que o senador estaria escondendo patrimônio para sonegar impostos, num desfiar de novelo que levaria – e isso a representação não diz - à descoberta de desvio de recursos públicos mineiros para a família Neves.

A primeira linha defende botar uma lupa na Radio Arco Íris, da qual o senador virou sócio em dezembro. Até então, a emissora era controlada apenas pela irmã de Aécio, Andrea Neves. Os denunciantes do senador estranham que a emissora tenha uma frota de doze veículos, sendo sete de luxo, e mantenha parte no Rio de Janeiro. Se a radio não produz conteúdo noticioso nem tem uma equipe de jornalistas, para que precisaria de doze veículos, ainda mais num estado em que não atua?

A hipótese levantada pela denúncia é de que se trata de um artifício para fugir de tributos – a despesa com a frota e a própria existência dela permitem pagar menos imposto de renda. Além, é claro, de garantir boa vida ao senador.

Mas há uma desconfiança maior por parte dos adversários de Aécio, não mencionada na representação. “Queremos saber se tem recurso público nessa rádio. Quanto foi que ela recebeu do governo desde 2003?”, diz o líder do PT na Assembléia, Rogério Correia, também autor da representação. “Há muito tempo que a Presidência da Assembléia impede que se vote essa proposta de abrir os repasses oficiais para a radio Arcio Iris.”

Sócia da rádio, Andrea Neves coordenou, durante todo o mandato do irmão, a área do governo de Minas responsável pela verba publicitária.

A outra linha de investigação aponta o dedo para uma das empresas da qual Aécio declarou ao fisco ser sócio, a IM Participações. A sede da empresa em Belo Horizente fica no mesmo endereço do falido banco que os pais do senador administraram no passado, o Bandeirantes. Do grupo Bandeirantes, fazia parte a Banjet Taxi Aéreo. Que vem a ser a proprietária de um jatinho avaliado em R$ 24 milhões que o senador usa com frequencia, e de graça, para viajar.

O problema, dizem os acusadores do senador, é que a Banjet tem como sócio gestor Oswaldo Borges da Costa Filho, cunhado de Aécio e presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais durante o governo do tucano.

A hipótese levantada na representação é de que teria havido uma “triangulação de patrimônio”. Aécio controlaria a Banjet por meio da IM Participação de Administração. “São essas empresas de participação quem administram inteiras fortunas, para acobertar patrimônio de particulares, que não tem como justificar contabilmente a aquisição de ativos”, afirma o texto.

Neste caso, a representação de novo não diz, mas é outra desconfiança dos denunciantes do senador, também teria havido desvio de recursos públicos mineiros, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico, para a família Neves.

Minas: 'estado de exceção'
Os adversários do senador tentam emplacar uma investigação federal contra Aécio – e por isso se apegam a questões fiscais – para contornar supostos silêncio e omissão de instituições mineiras, que estariam sob controle total do ex-governador.

“Aqui no estado nós vivemos num regime de exceção. A imprensa, o tribunal de contas, a Assembléia Legislativa são todos controlados pelo Aécio”, diz Rogério Correia. “Esse Aécio que aparece sorrindo em Brasília é o 'Aécio ternura'. Mas aqui em Minas tem um 'Aécio malvadeza'”, afirma Savio Cruz, usando expressões que no passado referiam-se ao falecido senador Antonio Carlos Magalhães.

Aécio Neves foi procurado, por meio da assessoria de imprensa, para comentar a denúncia, mas não havia respondido até o fechamento da reportagem. A Procuradoria informou, também por meio da assessoria, que não há prazo para o procurador Roberto Gurgel decidir se abre ou não a investigação contra o senador.

quarta-feira, junho 01, 2011

Justiça Federal derruba resolução da CBF e garante que título de 87 é só do Sport

A Justiça Federal acaba de derrubar uma resolução da Confederação Brasileira de Futebol que decidiu por conta própria dividir o título de Campeão Brasileiro de 1987. Assim, a conquista, que é do Sport de fato e de direito, volta a ser exclusivamente nossa.

O Sport em momento algum aceitou essa decisão da CBF e nunca vai deixar passar impune quem ouse desmerecer o título nacional conquistado em 1987. A geração de Neco, Givanildo Oliveira, Betão, do capitão Marco Antônio e do maestro Ribamar escreveu o nome do Sport na história do futebol brasileiro e ninguém apagará ou sequer dividirá essa glória.

Segundo o diretor jurídico do Sport, Arnaldo Barros, a CBF terá um prazo de 48 horas para atender a solicitação da justiça. “Acabei de pegar a decisão, que foi no sentido de expedir uma carta precatória para a CBF na pessoa do Sr. Ricardo Teixeira ou de quem responder por ele, dando um prazo de 48 horas para que ele revogue a resolução número 2 de 2011. Ele ainda tem o mesmo prazo para editar uma nova resolução afirmando expressamente que o Sport é o único campeão do Campeonato Brasileiro de 1987”, disse o advogado rubro-negro.

Ainda de acordo com ele, a CBF e Ricardo Teixeira podem ser punidos se não cumprirem o determinado em até 48 horas. “Se ele não atender a determinação, terá penalidades. Uma delas é uma multa de R$500,00 enquanto perdurar o descumprimento e até uma apuração de crime por desobediência”, concluiu o diretor jurídico Arnaldo Barros.