por Júnior Viana

Por exemplo: minha prima Tânia tem medo de barata. Quando vê uma ameixa andando pela casa, corre pro banheiro e se caga todinha. Vixe, que mulé Frouxa viu?
Meu tio Juca, lá em Chã Grande, morre de medo de ladrão. Bota cadeado até na tampinha do buraco da pia. Antes de dormir, tio Juca olha as fechaduras das portas umas dez vezes. Ô tio, larga de ser Frouxo, ôxe!
Eitcha! Lembrei do dia que me levaram pro puteiro. Não, não foi em João Pessoa não, foi no Aritana, um cabaré que tinha lá ao lado da antiga Mesbla, na Conde da Boa Vista, lembrassssss? Então, o nome da “moça” que me inaugurou era Help (Socorro) e na hora H ela disse: “bora nenêm que eu sou apertadinha” (…) Pense numa Frouxidão da porra!
Beto Fuscão era meu amigo de colégio, lá no Pio XII. Pense num negão de 1,90 – um galalau da gôta. Só que todo mundo na escola tirava uma casquinha de Beto. Um dia ele ficou ‘ôcríde’ só porque eu disse: “pô negão, tu com um tamanho desse, todo mundo dá em tu porra?” Fuscão era Frouxo. E por aí vai, cada um com sua Frouxura, cada personagem com seus “medinhos”.
E tu Claudinho? Menininho lindjo de Tio Carlão! Por que tu és cagão? Covarde? FROUXO??? Vai nenêm, diz aí pra gente vai…
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